Pesquisa da Abrasel com 230 empresários do setor em todo o estado aponta que 20% deles operaram com prejuízo em janeiro, crescimento de cinco pontos percentuais em relação ao levantamento de dezembro; inflação também corrói lucro de 52% dos entrevistados

O primeiro mês de 2023 não foi positivo para donos de bares e restaurantes em Minas Gerais. Pesquisa da Abrasel aponta que 20% deles (um a cada cinco) operaram no prejuízo em janeiro, crescimento de cinco pontos percentuais em relação ao levantamento de dezembro. O questionário, feito com 230 empresários do setor em todo o estado entre 16 e 27 de fevereiro, revela ainda que 36% dos entrevistados trabalharam com estabilidade e 44% obtiveram lucro – na última escuta esse número era de 49%.

A inflação também continua sendo o ‘Calcanhar de Aquiles’ dos empreendedores da alimentação fora do lar. Isso porque de acordo com a pesquisa, 52% dos empresários não estão conseguindo reajustar os preços conforme a média da inflação – que foi de 5,77% no período. Outros 38% aumentaram os valores do cardápio conforme a média e apenas 10% dos entrevistados fizeram reajustes acima do índice. “Janeiro é sempre um mês mais fraco, especialmente em Belo Horizonte e nas maiores cidades do estado, já que muitas pessoas viajam de férias. Mas claro que preocupa ver o aumento do número de empresas trabalhando com prejuízo”, destaca o presidente da Abrasel-MG, Matheus Daniel. Ele ainda acrescenta que o endividamento da classe chama atenção, o que faz com que os problemas se acumulem e impeçam o setor de continuar crescendo e gerando empregos no estado.

A preocupação de Matheus, de fato, faz sentido, afinal, conforme o levantamento da Abrasel, 65% dos empresários entrevistados no estado têm empréstimos bancários contratados. “O mais alarmante é que cerca de 10% do faturamento das empresas que recorreram à linhas de crédito é voltado para o pagamento das parcelas”, destaca. Já a taxa de inadimplência é de 17% entre os que tomaram dinheiro de linhas regulares e de 16% entre os que aderiram ao Pronampe, percentual bem acima da média de devedores do programa no Brasil (5,2%).

Emprego

A pesquisa revela ainda que 13% dos empresários do setor de alimentação fora do lar em Minas Gerais aumentaram o quadro de funcionários em janeiro na comparação com dezembro, enquanto 18% tiveram redução de pessoal. Outros 69% mantiveram o mesmo número de colaboradores. Já 41% dizem que esperam ter de aumentar a equipe ao longo do ano. “Esperamos que esses números, de fato, melhorem, pois sabemos o quanto o nosso setor é crucial para a geração de empregos não só em Minas como no país. Se a nossa performance individual não vai bem, naturalmente a economia como um todo tem grandes chances de também não atingir seus melhores resultados”, enfatiza Matheus Daniel.

Agenda Comunicação Integrada | Assessoria de Imprensa

Jornalistas responsáveis: 

Daniel de Andrade – RP 0020661-MG

Tel e WhatsApp: (31) 9 8500-1358 

Maíra Rolim – JP 8850- MG 

Tel e WhatsApp: (31) 9 9120-1068