{"id":50447,"date":"2022-05-12T10:53:55","date_gmt":"2022-05-12T13:53:55","guid":{"rendered":"https:\/\/agendacomunicacao.com\/?post_type=sala-de-imprensa&#038;p=50447"},"modified":"2022-05-12T10:53:57","modified_gmt":"2022-05-12T13:53:57","slug":"bh-lidera-ranking-de-capitais-com-mais-mulheres-diagnosticadas-com-depressao","status":"publish","type":"sala-de-imprensa","link":"https:\/\/agendacomunicacao.com\/index.php\/sala-de-imprensa\/bh-lidera-ranking-de-capitais-com-mais-mulheres-diagnosticadas-com-depressao\/","title":{"rendered":"BH lidera ranking de capitais com mais mulheres diagnosticadas com depress\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Levantamento feito pela Vigitel e reconhecido pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade aponta que 23,3% do p\u00fablico feminino entrevistado na capital mineira em 2021 relatou ter a doen\u00e7a<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2021, Belo Horizonte foi a capital do pa\u00eds com maior frequ\u00eancia de diagn\u00f3sticos de depress\u00e3o em mulheres. \u00c9 o que revela um estudo realizado pela Vigitel e reconhecido pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade: o \u00edndice da doen\u00e7a entre elas na capital mineira foi de 23,3%. O ranking segue com Campo Grande (21,3%) e Curitiba (20,9%). As metr\u00f3poles com os menores n\u00fameros foram Bel\u00e9m (8%), S\u00e3o Lu\u00eds (9,6%) e Macap\u00e1 (10,9%).<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento aponta ainda que Belo Horizonte tamb\u00e9m \u00e9 a segunda capital do pa\u00eds com mais casos de depress\u00e3o entre os adultos no ano passado, com 17,15% de diagn\u00f3sticos confirmados. O primeiro lugar ficou com Porto de Alegre (RS), onde 17,49% dos entrevistados relataram ter a doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a psic\u00f3loga Adriane Pedrosa, que pertence \u00e0 equipe multidisciplinar da Cetus Oncologia, cl\u00ednica especializada em tratamentos oncol\u00f3gicos com sede em Betim e unidades em Belo Horizonte e Contagem, a pandemia, inegavelmente, trouxe muitos conflitos para o dia a dia da mulher, o que pode ter contribu\u00eddo para esse cen\u00e1rio. \u201cA gente tem visto um aumento da cobran\u00e7a das pessoas em torno de si mesmas. Isso sem falar do aumento do medo, trazido pelo coronav\u00edrus, junto a uma sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a diante das possibilidades e do futuro\u201d, afirma. Al\u00e9m disso a psic\u00f3loga salienta tamb\u00e9m sobre a import\u00e2ncia de sabermos lidar com a chamada \u201cfalta de controle\u201d e entendermos as fraquezas e fragilidades comum a todos n\u00f3s. \u201cEssa necessidade de \u2018pseudo-controle\u2019 que n\u00f3s temos, traz uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de que tudo est\u00e1 nos eixos, quando na verdade n\u00e3o est\u00e1. E a pandemia escancarou isso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como Adriane, a psiquiatra do Hospital Semper, Nayara Zinato, acredita no fator pandemia como explica\u00e7\u00e3o para o aumento dos casos de depress\u00e3o, mas acrescenta uma poss\u00edvel procura maior das mulheres pelo atendimento m\u00e9dico relacionado \u00e0 doen\u00e7a. Logo, os casos entre elas aparecem mais nas estat\u00edsticas. \u201cPodemos pensar que as mulheres podem sim ter mais fatores de risco relacionados \u00e0 depress\u00e3o, mas tamb\u00e9m acabam procurando com mais frequ\u00eancia os servi\u00e7os de sa\u00fade mental. \u00c9 algo que ainda n\u00e3o sabemos ao certo, mas estamos em pesquisa para buscar as justificativas\u201d, pontua.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo a psiquiatra, o fato de tamb\u00e9m vivermos em uma sociedade machista, na qual predominam conceitos ultrapassados sobre as mulheres, acaba gerando uma sobrecarga nelas, que afeta a sa\u00fade mental. \u201cNesta pandemia, muitas [mulheres] se viram em casa, tendo ao mesmo tempo que cuidar dos filhos, cumprir com as demandas da empresa no home-office e ainda administrar as tarefas do lar, sem o m\u00ednimo de apoio do parceiro. Isso sem falar do pr\u00f3prio medo de pegar Covid-19. \u00c9 preciso muito equil\u00edbrio para suportar todas essas emo\u00e7\u00f5es. Todos esses fatores juntos, podem predispor a mulher a ter mais diagn\u00f3sticos de depress\u00e3o\u201d, enumera.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Assumir as fraquezas e ter aten\u00e7\u00e3o aos sinais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em uma sociedade que cada vez mais estimula a competitividade e a cobran\u00e7a, a psic\u00f3loga Adriane Pedrosa defende a import\u00e2ncia das mulheres romperem com o r\u00f3tulo de \u201csuper-mulheres\u201d, e serem realistas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s situa\u00e7\u00f5es do dia a dia, assumindo suas vulnerabilidades e fraquezas. \u201cN\u00e3o temos e nem devemos ter a obriga\u00e7\u00e3o de achar que damos conta de tudo. Todos n\u00f3s temos um limite e devemos respeit\u00e1-lo. \u00c9 fundamental delegar fun\u00e7\u00f5es, pois vivemos, sobretudo, em comunidade, seja dentro ou fora de casa. Quando n\u00e3o entendemos at\u00e9 onde podemos ir, as possibilidades de frustra\u00e7\u00f5es aumentam, o que, certamente pode desencadear em danos \u00e0 sa\u00fade mental\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Nayara Zinato, por sua vez, recomenda aten\u00e7\u00e3o aos primeiros sinais da depress\u00e3o, que incluem sentimentos de culpa, perda de motiva\u00e7\u00e3o, sensa\u00e7\u00e3o e vazio, apatia, al\u00e9m de um olhar excessivamente negativo sobre as coisas. \u201cA pessoa com sintomas de depress\u00e3o parece colocar \u00f3culos que a fazem enxergar tudo em preto e branco\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos sintomas citados, podem estar atrelados \u00e0 depress\u00e3o, segundo Zinato, o cansa\u00e7o, a falta de energia, fala e pensamento lentificados, perda de concentra\u00e7\u00e3o, dist\u00farbios do sono e diminui\u00e7\u00e3o da libido. Ao perceber os sinais, tanto a psiquiatra quanto a psic\u00f3loga s\u00e3o enf\u00e1ticas em indicar a procura pelo atendimento de sa\u00fade mental o quanto antes. \u201cSe a pessoa percebeu que est\u00e1 sentindo algum desses sintomas e que eles est\u00e3o atrapalhando, deve procurar ajuda especializada sem vergonha ou receio, j\u00e1 que a depress\u00e3o, hoje, \u00e9 uma doen\u00e7a t\u00e3o comum em nosso dia a dia. Ela pode afetar todos n\u00f3s, dos ricos aos pobres, do executivo ao oper\u00e1rio. O tratamento \u00e9 multidisciplinar. Em alguns casos ser\u00e1 necess\u00e1rio tamb\u00e9m o uso de medica\u00e7\u00f5es receitadas pelo psiquiatra, al\u00e9m da mudan\u00e7a dos h\u00e1bitos de vida\u201d, finaliza Nayara, acrescentando que neste processo a ajuda de amigos \u00e9 crucial. \u201cA pessoa [com depress\u00e3o] n\u00e3o pode jamais se sentir s\u00f3. Ela precisa de apoio, de abra\u00e7os, de acolhimento. Com a ajuda daqueles que a amam, tudo fica mais leve e menos penoso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>Agenda Comunica\u00e7\u00e3o Integrada | Assessoria de Imprensa<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Jornalistas respons\u00e1veis:&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Daniel de Andrade &#8211; RP 0020661-MG<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Tel&nbsp;e&nbsp;WhatsApp:&nbsp;(31)&nbsp;9 8500-1358&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Ma\u00edra Rolim &#8211; JP 8850- MG&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Tel\u00a0e\u00a0WhatsApp:\u00a0(31)\u00a09 9120-1068<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agendacomunicacao.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/sala-de-imprensa\/50447"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agendacomunicacao.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/sala-de-imprensa"}],"about":[{"href":"https:\/\/agendacomunicacao.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/sala-de-imprensa"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agendacomunicacao.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50447"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}