{"id":50518,"date":"2023-02-27T17:19:55","date_gmt":"2023-02-27T20:19:55","guid":{"rendered":"https:\/\/agendacomunicacao.com\/?p=50518"},"modified":"2023-02-27T17:20:00","modified_gmt":"2023-02-27T20:20:00","slug":"gemeos-autistas-encontram-no-esporte-novos-meios-de-inclusao-e-desenvolvimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agendacomunicacao.com\/index.php\/2023\/02\/27\/gemeos-autistas-encontram-no-esporte-novos-meios-de-inclusao-e-desenvolvimento\/","title":{"rendered":"G\u00eameos autistas encontram no esporte novos meios de inclus\u00e3o e desenvolvimento"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>M\u00e3e solo revela como gin\u00e1stica art\u00edstica e jud\u00f4 est\u00e3o sendo fundamentais na vida dos g\u00eameos Gabriel e Alice, de seis anos, ambos diagnosticados com autismo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Imagine uma m\u00e3e solo com os dois filhos g\u00eameos, de seis anos de idade, diagnosticados com autismo? Uma hist\u00f3ria que, talvez, poderia ser o ponto de partida para a sinopse de qualquer filme ou novela, mas n\u00e3o: trata-se de vida real. Neste caso, a vida real da engenheira civil Raquel Helena Martins, de 39 anos, m\u00e3e de Gabriel e Alice, ambos com o transtorno do espectro autista (TEA). A dupla faz parte de um grupo que, hoje, no Brasil, corresponde, h\u00e1 aproximadamente, dois milh\u00f5es de pessoas. N\u00famero ainda incerto, mas que provavelmente ganhar\u00e1 mais solidez no Censo Demogr\u00e1fico deste ano, no qual o IBGE, por lei, dever\u00e1 incluir essa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Ainda que g\u00eameos, Gabriel e Alice n\u00e3o tiveram o diagn\u00f3stico simult\u00e2neo do TEA, al\u00e9m disso, est\u00e3o em diferentes n\u00edveis do espectro autista. Ela, diagnosticada aos 2 anos de idade, come\u00e7ou a apresentar os sinais e tra\u00e7os do transtorno logo ap\u00f3s o nascimento, segundo a m\u00e3e. \u201cA Alice come\u00e7ou apresentando dificuldade de alimenta\u00e7\u00e3o, mas como era muito pequena acreditava que era algo normal da idade. N\u00f3s, m\u00e3es, nunca achamos que o filho tem algo de diferente\u201d, afirma. Raquel ainda acrescenta que a menina costumava brincar muito sozinha e possu\u00eda dificuldade de fixar o olhar nos outros. O sinal de alerta acendeu quando Martins foi chamada na escola em que a menina estudava e l\u00e1 a orientaram a procurar um neuropediatra. Depois de passar por terapias por mais de um ano, veio o laudo final: a garota tinha sim o transtorno do espectro autista.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Gabriel, por outro lado, sempre foi mais estressado e agressivo, conforme destaca a m\u00e3e, al\u00e9m de ter maior dificuldade de socializa\u00e7\u00e3o. A situa\u00e7\u00e3o ficou mais cr\u00edtica ap\u00f3s o abandono do pai, quando os irm\u00e3os tinham apenas dois anos e Alice j\u00e1 estava com o transtorno confirmado. Na condi\u00e7\u00e3o de m\u00e3e solo, a engenheira civil precisou lidar com a situa\u00e7\u00e3o de forma muito delicada. \u201cOs dois tiveram uma regress\u00e3o em todas as quest\u00f5es, emocionais e f\u00edsicas\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Com medo de poss\u00edveis desdobramentos que a aus\u00eancia paterna poderia provocar na sa\u00fade mental dos filhos, Raquel resolveu lev\u00e1-los ao neurologista para acompanhamento. Foi a\u00ed que os primeiros tra\u00e7os do transtorno do espectro autista em Gabriel, (encaminhado posteriormente ao psic\u00f3logo e a diferentes terapeutas, principalmente por sua dificuldade de socializa\u00e7\u00e3o), come\u00e7aram a aparecer. Assim como sua irm\u00e3, depois de passar por consultas com neuropediatra e mais de um ano de terapia, Gabriel tamb\u00e9m recebeu a confirma\u00e7\u00e3o de autismo, s\u00f3 que aos 4 anos de idade. \u201cFoi um baque\u201d, destaca a m\u00e3e quando perguntada sobre como foi lidar com a not\u00edcia de dois filhos autistas. \u201cApesar da situa\u00e7\u00e3o, fui, sobretudo, muito receptiva e procurei a todo tempo buscar informa\u00e7\u00f5es para saber o que e como fazer para ajud\u00e1-los. Eles s\u00e3o e sempre ser\u00e3o minha prioridade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Foi a\u00ed que veio o esporte\u2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Movida por orienta\u00e7\u00f5es dos terapeutas que acompanham os filhos sobre a import\u00e2ncia do esporte para o desenvolvimento de crian\u00e7as com autismo, em janeiro deste ano, Raquel descobriu pela internet o CT Amigos do Esporte, escola de Belo Horizonte especializada em gin\u00e1stica art\u00edstica e jud\u00f4. Antes ela j\u00e1 havia tentando a nata\u00e7\u00e3o para ambos, mas sem sucesso.<br>No local, Gabriel faz jud\u00f4 enquanto a irm\u00e3 \u00e9 aluna de gin\u00e1stica art\u00edstica. Os dois frequentam uma das unidades da escola, localizada no bairro Santa Am\u00e9lia, regi\u00e3o da Pampulha, duas vezes por semana, \u00e0s segundas e quartas-feiras, sempre \u00e0s 18h30. \u201cO Gabriel no jud\u00f4 est\u00e1 compreendendo que a viol\u00eancia e a agressividade n\u00e3o ir\u00e3o lev\u00e1-lo a lugar nenhum. Agora ele usa a for\u00e7a a seu favor, para ter foco e disciplina no esporte. J\u00e1 a Alice, na gin\u00e1stica art\u00edstica, teve uma significativa melhora na coordena\u00e7\u00e3o motora, postura e organiza\u00e7\u00e3o\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Hoje, percebendo o quanto o esporte tem se mostrado essencial na vida dos filhos, Martins deixa um recado para os pais que enfrentam o mesmo desafio que ela. \u201c\u00c9 primordial que aqueles que convivem com filhos autistas, primeiramente se conformem com o diagn\u00f3stico. Quando os pais n\u00e3o aceitam [o diagn\u00f3stico], a crian\u00e7a sofre mais. Al\u00e9m disso, o pior caminho \u00e9 tentar esconder. Temos que ajudar outras m\u00e3es que passam pela mesma situa\u00e7\u00e3o e aprender a conviver com ela, da melhor forma poss\u00edvel, para o resto da vida. j\u00e1 que o transtorno n\u00e3o tem cura\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Raquel pede ainda que todos os pais orientem seus filhos sobre a conviv\u00eancia com crian\u00e7as autistas. \u201cIndependentemente das condi\u00e7\u00f5es, as crian\u00e7as com o transtorno do espectro autista tamb\u00e9m brincam, s\u00e3o alegres, choram, sorriem, fazem bagun\u00e7a. S\u00e3o normais, mas com suas singularidades. Por isso, luto muito para combater o preconceito, principalmente porque meus filhos j\u00e1 foram v\u00edtimas dele. O mundo tem que se tornar um lugar mais adapt\u00e1vel para todas as diferen\u00e7as, sejam elas quais forem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Educador f\u00edsico cita benef\u00edcios da pr\u00e1tica esportiva para crian\u00e7as com TEA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fundador do CT Amigos do Esporte, o educador f\u00edsico Tiago Gusm\u00e3o ratifica o quanto o esporte, inegavelmente, contribui para o desenvolvimento de crian\u00e7as com autismo. \u201cA pr\u00e1tica esportiva gera um comportamento habilidoso e, no caso, das crian\u00e7as com TEA pode trazer melhorias para a sa\u00fade, como ganho de for\u00e7a e mobilidade, j\u00e1 que muitas delas, por se isolarem ou ficarem reclusas, acabam desenvolvendo problemas decorrentes do sedentarismo, como defici\u00eancia muscular, cardiovascular e at\u00e9 mesmo dificuldades motoras\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Ainda de acordo com Gusm\u00e3o, a inser\u00e7\u00e3o dessas crian\u00e7as gera nelas o sentimento de pertencimento a um grupo, principalmente quando d\u00e3o conta de fazer uma atividade proposta. \u201cMesmo quando n\u00e3o conseguem, mostramos [a elas] que as falhas fazem parte de qualquer processo\u201d, pontua.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Uma das preocupa\u00e7\u00f5es do Centro de Treinamento Amigos do Esporte, inclusive, \u00e9 incluir todas as crian\u00e7as com suas mais diversas peculiaridades. \u201cRecentemente fizemos uma capacita\u00e7\u00e3o com nossos professores para lidar com alunos com demandas especiais. Isso porque percebemos que eles v\u00eam crescendo, da\u00ed a necessidade de reciclar nosso corpo docente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Nessa caminhada em busca da pr\u00e1tica real da inclus\u00e3o, o educador f\u00edsico deixa claro para os pais que a inten\u00e7\u00e3o da escola \u00e9 atender os meninos e meninas com TEA em comunidade, ou seja, inseri-los em turmas com crian\u00e7as sem o transtorno. \u201cBuscamos, sobretudo, o tratamento igualit\u00e1rio porque entendemos que a inclus\u00e3o \u00e9, justamente, permitir que todos convivam no mesmo espa\u00e7o, com suas diferen\u00e7as, se respeitando e exercendo a empatia. Por\u00e9m, para os casos mais complexos, separamos um professor capacitado para aulas individuais. Por\u00e9m, no geral, temos conseguido atender essas crian\u00e7as no grupo, o que \u00e9 um grande motivo de satisfa\u00e7\u00e3o para o nosso trabalho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><br>O CT trabalha com n\u00edveis espec\u00edficos, que v\u00e3o desde o \u2018Mirim\u2019, passando pelo \u2018Iniciante 1\u2019, \u2018Iniciante 2\u2019 e \u2018Intermedi\u00e1rio\u2019, ao time. \u201cInserimos as crian\u00e7as nesses grupos, conforme a idade e tamb\u00e9m de acordo com o repert\u00f3rio que elas conseguem apresentar. Desse modo, todas entram em uma turma o mais pr\u00f3xima poss\u00edvel do que realmente precisam. Isso gera motiva\u00e7\u00e3o para que continuem e, principalmente, n\u00e3o se sintam frustradas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Agenda Comunica\u00e7\u00e3o Integrada | Assessoria de Imprensa<\/strong><br><em>Jornalistas respons\u00e1veis:<br>Daniel de Andrade &#8211; RP 0020661-MG<br>Tel e WhatsApp: (31) 9 8500-1358<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e3e solo revela como gin\u00e1stica art\u00edstica e jud\u00f4 est\u00e3o sendo fundamentais na vida dos g\u00eameos Gabriel e Alice, de seis anos, ambos diagnosticados com autismo Imagine uma m\u00e3e solo com os dois filhos g\u00eameos, de seis anos de idade, diagnosticados com autismo? 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