Ainda que índice tenha melhorado em relação a último levantamento, realizado em maio, que constatou 58% de inadimplência, número continua preocupante, já que mais de ¼ das empresas não conseguem cumprir compromissos com funcionários

Pesquisa nacional da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), realizada com 288 empresários do setor em Minas Gerais, entre 5 e 12 de julho, revelou que 26% deles alegam ter problemas para pagar integralmente os salários de junho vencidos no quinto dia útil deste mês. Ainda que o índice tenha melhorado em relação ao último levantamento, feito em maio, no qual foi constatado 58% de inadimplência, o número recente continua preocupante, já que mais de ¼ das empresas não conseguem cumprir os compromissos com os funcionários.

Outro dado que chama atenção é o alto número de empresários que continuam com demais pagamentos em atraso, além dos salários. O atual levantamento aponta que 68% dos donos de bares e restaurantes de Minas Gerais não estão conseguindo pagar os credores. As principais pendências são com impostos (40%), água, luz e gás (30%), aluguel (29%), FGTS (26%) e fornecedores de insumos (25%).

Ainda segundo a pesquisa, 57% das empresas mineiras de alimentação fora do lar operaram no prejuízo em junho. No entanto, esse índice é menor do que o registrado em abril (83%). “Um indício de que as recentes flexibilizações, tanto em Belo Horizonte quanto nas demais cidades do interior de Minas, começam a fazer efeito”, pontua o presidente da Abrasel-MG, Matheus Daniel.

Retomada lenta, mas com boas perspectivas

Matheus Daniel enfatiza que apesar do diagnóstico da situação econômica do setor ainda ser grave, ele está com boas perspectivas de que o cenário melhore ainda mais neste segundo semestre. “Com o avanço da vacinação em todo o país, estamos retomando, mesmo que aos poucos, o faturamento e a confiança. Precisamos, agora, de apoio e aporte dos governantes para gerarmos postos de trabalho, já que na pandemia tivemos que demitir 250 mil trabalhadores, só em Minas Gerais, como também termos condições de nos reerguermos e assim fazer a roda da economia girar novamente como nos períodos antes da pandemia”.