Ato simbólico que reúne milhares de pessoas no Topo do Mundo sempre em 21 de abril não acontecerá da forma tradicional, em função do agravamento da pandemia de coronavírus

Pelo segundo ano consecutivo, o evento Abrace a Serra da Moeda, realizado sempre em 21 de abril, não acontecerá da forma tradicional, em função do agravamento da pandemia de coronavírus que assola o Brasil.

Porém, mesmo com o cancelamento do abraço simbólico, que estaria em sua 14ª edição, a advogada ambientalista da ONG Abrace a Serra da Moeda, Beatriz Vignolo, ressalta que as ações da entidade não se limitam ao 21 de abril. “Apesar dos momentos difíceis que todos estamos vivenciando, a ONG continua seu trabalho criticando os relatórios elaborados pelos empreendimentos instalados na costa leste da serra, que ameaçam as principais nascentes responsáveis pelo  abastecimento  dos condomínios e das várias comunidades no Vale do Paraopeba”, afirma.

Ainda conforme a ambientalista, os técnicos da ONG elaboraram, recentemente, uma análise crítica que aponta várias inconsistências existentes no estudo hidrogeológico contratado pela Centralidade Sul, o Csul Lagoa dos Ingleses, megaempreendimento para 200 mil pessoas a ser instalado em Nova Lima que, segundo a Abrace a Serra demandará mais de 2.300.000m3 de água por mês – o que pode colocar em risco o abastecimento da Grande BH. Este documento foi protocolado na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD) e, em breve, será anexado à ACP (Ação Civil Pública) que tramita em Brumadinho.

Por intermédio de seus advogados, a ONG Abrace a Serra impetrou também uma ACP na Justiça Federal, com pedido de liminar, cujo objetivo é cancelar a licença ambiental obtida pela Ferrous/Vale, para reprocessamento de seis pilhas de estéril existentes na mina Serrinha, localizada no distrito de Piedade do Paraopeba, em Brumadinho.

A entidade ambientalista protocolou ainda no Ministério Público Estadual de Itabirito uma análise crítica aos relatórios hidrogeológicos contratados pela Coca-Cola FEMSA, cuja operação vem reduzindo drasticamente a vazão de nascentes da região. “Esperamos que, com a vacinação em curso, no próximo ano, possamos retornar de maneira ainda mais forte a realização do Abrace a Serra da Moeda, que tem como principal objetivo chamar atenção das autoridades e moradores da região para a importância da preservação desta importante cadeia montanhosa, considerada a caixa d’água fundamental para toda grande BH”, finaliza Beatriz.

Sobre o Abrace a Serra da Moeda

O abraço simbólico à Serra da Moeda, organizado pela ONG homônima, ocorre anualmente, desde 2008. A iniciativa reúne milhares de pessoas na rampa de voo livre no Topo do Mundo, entre ambientalistas, esportistas, autoridades políticas e moradores de comunidades e vilarejos de Brumadinho e adjacências. Pontualmente ao meio dia os participantes formam um enorme cordão humano no cume da cadeia montanhosa, cujo intuito é chamar a atenção do Poder Público e pedir responsabilidade com a segurança hídrica da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Ações nas redes sociais

         Na próxima quarta-feira (21), data em que seria realizado o 14º Abrace a Serra da Moeda, a ONG de mesmo nome vai alimentar as redes sociais com mensagens dos ambientalistas sobre a importância da preservação das nascentes da região, além de vídeos resgatando edições anteriores do evento. “Essa é uma forma de estarmos juntos, engajados e conectados nesta causa tão urgente e necessária, mesmo distantes fisicamente”, completa Beatriz Vignolo.

         No Instagram @abraceaserra é possível se informar sobre todas as ações que ONG desenvolve.

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