Em alguns casos, presença de ínguas temporárias nas axilas, causada por reação natural do corpo aos imunizantes, pode gerar falsas interpretações nos exames de rastreamento do câncer de mama

Em recente comunicado, a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) alerta as mulheres para que não façam exames de mamografia imediatamente após terem tomado vacina contra a Covid-19. Isso porque nas últimas semanas, foi registrado um aumento agudo de descrições pelos radiologistas, nos laudos de mamografias e ultrassonografias, da presença de linfonodos, também chamados gânglios ou ínguas, nas axilas das pacientes, sugerindo doenças que deveriam ser investigadas.

Segundo o mastologista Henrique Lima Couto, coordenador do Instituto Mineiro de Mastologia (IMMA), com sede em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte, a aparição dos linfonodos é uma reação normal do corpo ao imunizante e não deve ser um sinal de alarme para um possível tumor. “O ideal é que a mulher agende a mamografia após duas a quatro semanas da segunda dose [da vacina], isso se ela estiver, obviamente, com os exames de rastreamento em dia e puder postergar o prazo de avaliação”, afirma o especialista acrescentando que as vacinas contra o coronavírus não causam câncer de mama tampouco outra doença. “Qualquer injeção ou imunizante pode provocar reações inflamatórias, como se fosse uma febre. A presença do gânglio após a aplicação não significa um nódulo maligno. Depois desse período, de duas a quatro semanas, os linfonodos regridem, isto é, voltam ao normal, na grande maioria das vezes. Se isso não acontecer, é recomendada uma investigação por biópsia”, pontua.

No caso das mulheres que precisam, obrigatoriamente, fazer o exame, porque já estão investigando algum nódulo ou caroço suspeito na mama, a recomendação de Couto é informar o médico que tomaram vacina há menos de 30 dias. “O profissional de saúde já fica alerta para não cometer o equívoco de falsas interpretações ao receber o laudo”. O importante, para Henrique, é saber equacionar: não deixar de fazer o exame porque vacinou, principalmente se a mulher apresenta fatores de risco para o câncer de mama e não faz mamografias há mais de um ano, por exemplo; e nem deixar de vacinar porque vai fazer o rastreamento.

Tomossíntese mamária aumenta chances de diagnóstico precoce

Henrique destaca que o diagnóstico precoce do câncer de mama ainda é um dos maiores aliados na cura da doença. Conforme comprova a ciência, somente a mamografia e sua mais moderna versão, a tomossíntese mamária, são capazes de reduzir a mortalidade por câncer de mama. Este último método é considerado um avanço tecnológico e aumenta em pelo menos 30% as chances de identificação de cânceres ainda precoces. “A técnica já é considerada o padrão ouro de rastreamento e avaliação mamária. Ela viabiliza a visualização tridimensional (3D) da mama e oferece ao médico uma série de imagens em ‘fatias’ bem finas, com 1mm de espessura, com métodos semelhantes ao da reconstrução da tomografia computadorizada, o que permite análise mais apurada e criteriosa da região”, explica.

Por facilitar o diagnóstico cada vez mais precoce, a tomossíntese aumenta as chances de sucesso do tratamento. “Com isso evitamos que a paciente sofra intervenções invasivas na mama, como a mastectomia, já que o tumor ainda estará em estágio inicial.

 O IMMA é o único espaço de Betim e um dos poucos em toda a região metropolitana de Belo Horizonte com um mamógrafo por tomossíntese. “É importante que as mulheres com idade recomendada para realizar a mamografia [a partir dos 40 anos] não deixem de se cuidar. Estamos falando de um tumor que pode ser agressivo, representa quase 21% de todas as neoplasias que acometem o sexo feminino, segundo o INCA, porém, se detectado precocemente, tem mais de 90% de chances de cura”.

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