De acordo com oncologista, pelo fato de as pessoas com câncer de pulmão já estarem com órgão debilitado, risco de insuficiência respiratória, por exemplo, é bem maior, caso testem positivo para Covid

Pacientes com câncer de pulmão têm quatro vezes mais chances de morrer se forem infectados pelo coronavírus. A constatação é de um estudo com 411 pacientes realizado pelo A.C. Camargo Cancer Center, centro de referência internacional em pesquisa, ensino e tratamento multidisciplinar de doenças oncológicas. Ainda segundo o levantamento, o risco é maior para pessoas com mais de 60 anos e que estão em tratamento ou recebendo cuidados paliativos.

De acordo com a oncologista clínica Daniella Pimenta, que faz parte do corpo clínico do Cetus Oncologia, (hospital dia especializado em tratamentos oncológicos, com sede em Betim e unidades em Belo Horizonte e Contagem), o alto risco de óbito por Covid-19 em pacientes que enfrentam um tumor nos pulmões, pode ser explicado pelo próprio comprometimento do órgão respiratório, ocasionado pela neoplasia. “Pessoas com este tipo de câncer já estão com a função pulmonar debilitada. Ao serem infectadas pela Covid, têm mais riscos de terem insuficiência respiratória, por exemplo”.

Ainda segundo a médica, quem recebe o diagnóstico de câncer de pulmão, geralmente foi tabagista por muitos anos. “O tabagismo acomete o funcionamento dos pulmões e como o vírus ataca, principalmente, este importante órgão do nosso corpo, nos pacientes oncológicos ele acaba sendo mais letal”, completa.

Daniella enfatiza também que o paciente com câncer tende a ser mais desnutrido, principalmente se a doença estiver em estágio avançado. Esse quadro pode interferir na resistência da musculatura, que não consegue suportar uma respiração fora da ventilação mecânica, caso o quadro de Covid evolua para as formas graves. “Por isso, se ele for intubado, por exemplo, e precisar respirar por meio de aparelhos, pode ser mais difícil que consiga sair”.

Apesar de estarmos em uma pandemia ainda sem controle, a oncologista clínica do Cetus ressalta a importância do paciente com câncer nos pulmões não interromper o tratamento, ou seja, é necessário que ele continue saindo de casa para fazer as sessões de quimio e radioterapia. “Se ele para de tratar, a doença se desenvolve e a piora clínica é progressiva”, alerta.

Dentro do atual cenário que vivemos, onde todos os cuidados para evitar a contaminação pelo Sars-CoV-2 são extremamente necessários, Daniella recomenda zelo em excesso para o paciente oncológico. “Ele precisa evitar aglomerações a todo custo, bem como o contato com pessoas com sintomas gripais, além de usar máscara, de preferência os modelos N95 ou PFF2, mais eficazes na prevenção contra o vírus, e ter todos os cuidados com a higiene das mãos”.

Outra forma eficaz de fugir da Covid-19, conforme Pimenta, é não deixar de se vacinar. Em Belo Horizonte, por exemplo, os pacientes com câncer que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos seis meses estão no grupo prioritário de pessoas com comorbidades, atualmente imunizado nos postos de saúde da capital. “Se chegou a vez do paciente [de ser vacinado], ele não deve perder tempo. Precisa ir ao posto de saúde que esteja aplicando as doses mais próximo de sua casa e se proteger com a vacina que estiver sendo oferecida. Todas são seguras e com eficácia comprovada pela ciência. Neste momento, a prevenção será sempre o melhor remédio”.

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