Para melhorar ainda mais as vendas, presidente da associação pede que PBH acabe com restrições no horário de funcionamento dos bares e restaurantes; atualmente eles podem atender público até 23h

As perspectivas do setor de bares e restaurantes é fechar o segundo semestre de 2021 com patamar de faturamento similar ao mesmo período de 2019, época em que a Covid-19 ainda não tinha chegado ao Brasil, devastando não só o sistema de saúde como também a economia.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel-MG), Matheus Daniel, as vendas nos estabelecimentos da capital mineira, felizmente, estão aumentando, pois com a vacinação a população vem ganhando mais confiança em sair de casa. “À medida em que a vacina chega à mais faixas etárias, caem o número de infecções por Covid-19 bem como o de internações em leitos de enfermaria e de UTI. Os indicadores que monitoram o avanço do vírus em BH, por exemplo, estão em verde, segundo o boletim epidemiológico mais recente, fato que não acontecia desde 9 de novembro. Um claro reflexo do quanto os imunizantes são eficazes para controlar a pandemia”, analisa.

No entanto, apesar de a estimativa de faturamento do setor para os últimos seis meses deste ano ser equivalente ao mesmo intervalo de 2019, o mesmo, segundo Matheus Daniel, não pode se dizer da lucratividade das empresas de alimentação fora do lar, impactada pela crescente inflação, que vem reduzindo os ganhos. Prova disso é que o acumulado dos últimos 12 meses do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado no último dia 10 pelo IBGE, é de 8,99%, o mais alto desde maio de 2016, quando ficou em 9,32%. “Somado a isso temos que pagar todos os empréstimos decorrentes do longo período de fechamento”, completa.

Fim das restrições de horário

Os únicos pedidos do dirigente da Abrasel-MG para o momento são o fim das restrições no horário de funcionamento dos bares e restaurantes e o aumento de pessoas por mesa, impostas pela prefeitura de Belo Horizonte. Atualmente eles podem atender o público somente até às 23h com seis pessoas por mesa. “Com mais tempo para trabalharmos, mesmo com os protocolos de distanciamento, que são necessários, o nosso resultado financeiro, sem dúvida, ficará ainda mais positivo e a recuperação será mais rápida”, frisa.

Empresários também estão otimistas

As perspectivas positivas de Matheus Daniel são compartilhadas pelo empresário Marlon Saraiva. Sócio do Piratas BBQ, na badalada Alberto Cintra, reduto de bares no bairro União, região Nordeste da capital mineira, ele afirma que o retorno dos clientes às mesas do estabelecimento tem sido bem satisfatório. “Atendemos hoje uma média de 150 a 180 [clientes] por dia, entre sexta-feira a domingo, o que representa um crescimento de 50 a 60% no faturamento em relação a junho, época em que fomos autorizados pela PBH a funcionar diariamente, de 11h às 22h”, conta.

Quando coloca no papel os ganhos que o estabelecimento terá até o final do ano na comparação com os últimos seis meses de 2020, Marlon é ainda mais otimista. “Nossa estimativa é terminar 2021 com um acréscimo de 100% no faturamento em relação ao segundo semestre do ano passado. Em 2020, nossas vendas foram bastante afetadas. Funcionamos apenas nos meses de setembro, outubro e novembro, mesmo assim com restrições severas. Também não tínhamos vacina, então o movimento era bem abaixo do que é hoje. Atualmente, com a imunização, as pessoas se sentem mais seguras a voltar à vida social, mesmo com os protocolos sanitários”.

Quem também está perseverante com as vendas deste restante de segundo semestre é o empresário Fabrício Lana, proprietário do restaurante Boi Vitório, localizado no alto da Avenida Afonso Pena, bairro Mangabeiras.Ele antevêum crescimento de 20 a 30% no faturamento em comparação ao mesmo período de 2020 e assim como o presidente da Abrasel-MG, Matheus Daniel, acredita ser fundamental que as vacinas cheguem ao braço de toda a população para a saúde financeira das empresas continuar se recuperando. “Só ela [a vacina] poderá controlar a transmissão do vírus, impedir o surgimento de novas variantes, além de permitir que a população circule e consuma com mais segurança, o que é fundamental para a roda da economia girar”.

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