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29.12.2020
Vacina contra HPV e Papanicolau podem erradicar câncer de colo do útero

Imunizante está disponível gratuitamente no SUS para meninos de 11 a 14 anos e meninas de 9 a 14; já Papanicolau deve ser agendado para todas as mulheres que iniciaram atividade sexual

O primeiro mês do ano já começa com uma importante campanha. O Janeiro Verde alerta sobre a prevenção ao câncer de colo do útero, tumor que segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) deve acometer 16590 pessoas só no triênio 2020/22. O risco estimado da doença é de 15,43 casos para cada 100 mil mulheres, o que a torna a terceira neoplasia maligna mais frequente na população feminina.

A enfermidade, infelizmente, ainda é carregada de desconhecimento por parte da população. O primeiro deles, segundo a oncologista clínica Elisa Ramos, que pertence ao corpo clínico do Cetus Oncologia (hospital dia especializado em tratamentos oncológicos com sede em Betim e unidades em Belo Horizonte e Contagem), está atrelado a uma questão nominal. “Algumas pessoas confundem o câncer de útero com o de colo de útero. Os dois tumores são diferentes. Para fazer essa distinção é importante conhecer a anatomia do órgão, cujo formato lembra uma pera. A parte onde fica o ‘cabinho’ [da pera] é o colo, que pode ser acometido por um tumor. Já nas regiões superiores a este cabinho encontra-se o corpo do útero, onde está localizada sua camada interna. É nessa área que pode aparecer o câncer de endométrio, também conhecido como câncer de útero”, explica.

O segundo desafio para evitar a doença está na conscientização da própria população. De acordo com Elisa, o câncer de colo do útero é uma das poucas neoplasias que pode ser evitada caso as pessoas adotem medidas simples de prevenção, entre elas a vacinação contra o papilomavírus, causador do HPV, responsável por mais de 90% dos diagnósticos, não tenham contato com múltiplos parceiros sexuais sem proteção ou realizem o Papanicolau de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde. “Essa doença pode, inclusive, ser erradicada, desde que esses protocolos de prevenção sejam seguidos. A vacina, disponível gratuitamente no SUS para meninos de 11 a 14 anos e meninas de 9 a 14, não faz mal, não causa câncer, conforme já foi noticiado de forma falsa”, pontua a oncologista, acrescentando que embora os homens não tenham câncer de colo de útero podem carregar o papilomavírus. “A triste realidade é que apesar da vacina contra o HPV ser gratuita, a taxa de adesão ao imunizante ainda é bastante baixa no Brasil”. O mesmo, segundo Ramos, também pode ser dito sobre o Papanicolau. Mesmo sendo realizado sem nenhum custo no SUS e coberto pelos planos de saúde, 52% das mulheres brasileiras não realizam este método preventivo, segundo a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). “Por isso as mães devem aproveitar o período de férias, agora, em janeiro, e levarem seus filhos adolescentes ao posto de saúde mais próximo”.

Elisa também explica que o Papanicolau deve ser agendado para todas as mulheres que já iniciaram a atividade sexual. Ele é feito anualmente. Caso o resultado seja negativo por dois anos seguidos, o exame pode ser realizado a cada três anos. “Além de detectar o câncer de colo do útero ele também permite que sejam diagnosticadas lesões precursoras e com isso o diagnóstico mais precoce da doença, que pode aumentar as chances de cura para 100%”, completa.

Diante de qualquer lesão suspeita encontrada no Papanicolau, o médico ginecologista pode solicitar uma biópsia para, então, instituir o tratamento adequado. As lesões precursoras, por exemplo, são tratadas por este profissional. Já a partir do momento em que o câncer é diagnosticado, o tratamento torna-se responsabilidade do oncologista ou do radioterapeuta. “Para se tratar o paciente pode ser submetido tanto à cirurgia quanto à combinação dela com a quimioterapia e radioterapia ou apenas quimio e radio. Tudo vai depender do estágio da doença”, afirma Elisa. Já a imunoterapia é aprovada apenas em casos metastáticos, quando o tumor já se disseminou para outras partes do corpo e a cura já não é mais possível. “Nestas situações busca-se aumentar a qualidade de vida e sobrevida do paciente”.

Fique atenta aos sinais do corpo

A mulher deve procurar um ginecologista para investigar possível suspeita de câncer de colo do útero caso esteja apresentando alguns destes sintomas: sangramento vaginal anormal, sangramento durante e após a relação sexual ou sangramento vaginal, nos casos em que a mulher já entrou na menopausa.

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