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14.09.2020
SETEMBRO VERDE: MÊS DE COMBATE E PREVENÇÃO AO CÂNCER DE CÓLON Conheça mais sobre a doença que matou o ator de ‘Pantera Negra’

Hábitos de vida têm grande impacto no surgimento do câncer de cólon, entre eles sedentarismo, dieta deficiente em fibras e rica em carne vermelha, processados e industrializados

De acordo com o INCA – Instituto Nacional do Câncer, o câncer colorretal, que vitimou, recentemente, o ator Chadwick Boseman, estrela do filme ‘Pantera Negra’, é o segundo mais prevalente em homens (atrás apenas do câncer de próstata) e também o segundo em mulheres (atrás do câncer de mama). A estimativa, segundo o órgão, é de que o Brasil registre 40.990 novos casos da doença neste ano.

Segundo o oncologista clínico Bráulio Nunes, que faz parte do corpo clínico do Cetus Oncologia [hospital dia especializado em tratamentos oncológicos com sede em Betim e unidades em Belo Horizonte e Contagem] não são apenas fatores genéticos que contribuem para o desenvolvimento da doença, que afeta um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto. Os hábitos de vida têm grande impacto para o surgimento desse câncer. “Entre os fatores de risco, podemos citar: obesidade; sedentarismo; dieta deficiente em fibras e rica em carne vermelha, processados e industrializados; tabagismo e alcoolismo. Neste momento de pandemia, em que muitas pessoas, infelizmente acabam recorrendo aos enlatados e fast-foods por delivery, este cuidado deve ser ainda mais essencial. A alimentação saudável previne não só esse como uma infinidade de outras neoplasias”, explica.

Em relação aos sintomas, Bráulio destaca que podem ocorrer alterações no hábito intestinal do paciente, incluindo diarreia ou constipação, além de cólicas, sangramento nas fezes, fraqueza, náuseas e vômitos, quadros de anemia e emagrecimento repentino. “O ideal é que a doença seja diagnosticada antes mesmo desses sinais aparecerem, o que aumenta as chances de sucesso no tratamento”, orienta o oncologista acrescentando que 90% dos tumores de cólon começam a partir de pólipos (lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso). “Um pólipo demora em média 10 anos. Uma maneira de prevenir o aparecimento dos tumores seria a detecção e a remoção antes deles se tornarem malignos, por meio de procedimentos como a colonoscopia”. O exame permite ao médico analisar o revestimento interno do intestino grosso e parte do delgado, correspondente ao reto e ao cólon. “Ela ajuda também a encontrar inflamações, úlceras e outras alterações do órgão”, completa Nunes.

O oncologista clínico do Cetus recomenda que as pessoas sem histórico da doença na família, iniciem o rastreamento regular com a colonoscopia aos 50 anos. Já aquelas com parentes acometidos pela doença devem conversar com o médico para saber o melhor momento para iniciar essa investigação.

Outro método para diagnosticar o tumor é o exame de sangue oculto nas fezes, que analisa a presença de sangue nas fezes que não podem ser vistos a olho nu. Um resultado positivo para esse procedimento indica que o paciente está sofrendo algum sangramento no intestino grosso, que pode ser consequência de uma inflamação, trauma ou tumor. “Este é um exame mais utilizado para rastreamento em indivíduos assintomáticos, não sendo uma boa opção em pacientes com sintomas”, ressalta.

Tratamento

Uma vez constatada a doença, o que vai determinar a escolha do tratamento é o estadiamento do tumor e se este já apresenta metástase [disseminação da doença para outros órgãos] ou não. Outro fator determinante para o tratamento do câncer de cólon é o próprio estado de saúde do paciente e época da vida. “Tratar o câncer de cólon em uma mulher de 45 anos, saudável, é completamente diferente de fazer o tratamento em uma mulher com 80 anos e doenças relacionadas – ainda que o tipo e extensão do câncer sejam exatamente iguais.”

Ainda conforme Bráulio, tumores menores e que estão restritos ao intestino são apenas operados. Já aqueles que comprometeram muito do intestino ou mesmo avançaram para órgãos ou gânglios próximos são combinados com sessões de quimioterapia por entre três e seis meses. “Além disso, tumores próximos do reto podem ser tratados também com radioterapia aliada à cirurgia. Esta última, por sinal, tem ficado cada vez mais moderna com uso da robótica”, finaliza.

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