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15.09.2020
Saiba o que é linfoma e como tratar esse tipo de câncer

Nesta terça-feira (15) é celebrado o Dia Nacional de Conscientização sobre Linfomas, data que busca chamar a atenção para um conjunto de tumores que, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) devem acometer 12.670 brasileiros neste ano.

De acordo com o hematologista Peterson Gontijo, que faz parte do corpo clínico do Cetus Oncologia [hospital dia especializado em tratamentos oncológicos com sede em Betim e unidades em Belo Horizonte e Contagem], o termo linfoma é usado para designar vários tipos de câncer que se originam nos linfócitos, células que desempenham papel crucial no funcionamento do sistema imunológico. “Os linfomas atacam o sistema linfático que, por sua vez, é formado por órgãos, vasos, tecidos e pelos linfonodos [também conhecidos por gânglios linfáticos], que se distribuem em posições estratégicas do corpo, como pescoço, axilas e regiões inguinais. Eles são fundamentais na defesa do organismo”, explica o médico acrescentando que a doença ocorre quando uma célula normal do sistema linfático sofre mutações, passa a se multiplicar sem parar e se dissemina pelo corpo. “De forma básica, os linfomas podem ser divididos em dois grandes grupos: linfoma de Hodgkin e linfoma não Hodgkin. Os primeiros acometem mais pessoas entre 15 e 35 anos e acima dos 55; já os segundos são comuns em pessoas mais velhas e podem surgir em outras células do sistema linfático”.

O primeiro sinal do linfoma é a presença de linfonodos aumentados (popularmente conhecidos como ínguas indolores) mesmo quando não há nenhuma infecção. “Essas ínguas aparecem com mais frequência no pescoço, axilas e virilha”, pontua Gontijo. Outros sintomas menos específicos incluem febre, perda de peso, suor excessivo [principalmente à noite], fraqueza e aumento do volume do abdômen.

Quando há suspeita de linfoma, o paciente deve ser submetido a uma biópsia do gânglio alterado (preferencialmente, com coleta do gânglio inteiro), que será analisado por um patologista especializado.

“Feito o diagnóstico, o próximo passo é identificar outras áreas possivelmente acometidas pelo câncer. Também são pedidos exames de imagem para auxiliar no diagnóstico, dependendo de cada tipo”, completa o hematologista.

O tratamento mais usado, por sua vez, é a quimioterapia, complementada, em alguns casos, com a radioterapia. Há ainda estudos atuais que afirmam que os anticorpos monoclonais — proteínas presentes no sistema de defesa do organismo alteradas em laboratório para atacar células específicas — também podem ser utilizados no tratamento associados à quimioterapia, principalmente nos casos de linfoma não Hodgkin.

Recomendações

 

Ainda segundo Peterson Gontijo, pacientes infectados com o vírus HTLV e o vírus HIV correm mais risco de desenvolver linfoma, portanto devem estar mais atentos aos sintomas. A incidência da doença também aumenta com a idade. Por isso os idosos devem redobrar a atenção. “Se você notar a presença de uma íngua (gânglio aumentado) no pescoço, axila, virilha, especialmente se ela não for dolorosa, tiver crescimento rápido e não apresentar nenhum outro sinal de infecção (como febre e mal estar), procure um médico imediatamente. Para isso é fundamental fazer um autoexame frequentemente. Quanto mais conhecemos nosso corpo, mais depressa identificamos possíveis alterações físicas”, ressalta o especialista.

 

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