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21.05.2020
Psicóloga faz serenata para trazer alegria à pacientes com câncer durante isolamento social

Ela foi até as casas das pacientes por conta própria, sem cobrar nada pelo gesto, para fazer surpresa na rua, mantendo distanciamento recomendado pela OMS

Imagine ser homenageada com uma serenata ao ‘espiar’ o movimento da rua pela janela de sua casa? Foi justamente essa a ideia da psicóloga Adriane Pedrosa, que trabalha no Cetus Oncologia [hospital dia especializado em tratamentos oncológicos, com sede em Betim e unidades em Belo Horizonte e Contagem] para acalentar o coração de duas pacientes com câncer acompanhadas pelo hospital.

Com a ajuda do namorado no violão, Michel Daldegan, Adriane saiu de sua casa na manhã do último dia 10 [Dia das Mães] e foi até as casas das pacientes por conta própria, sem cobrar nada pelo gesto, para fazer a surpresa. Cada uma foi presenteada com quatro canções [cantadas por Adriane e pelo parceiro], entre elas ‘Maria Maria’, de Milton Nascimento e ‘Mulher’, de Erasmo Carlos. “Durante os atendimentos on-line, descobri que as casas de ambas tinham janelas ou varandas bem próximas da rua, o que facilitou a homenagem a distância, respeitando as recomendações da Organização Mundial da Saúde nestes tempos de COVID-19”, conta a psicóloga.

Trazer alegria para este difícil período de isolamento social que estamos enfrentando, inclusive, foi o que motivou Pedrosa a fazer a serenata. “Como elas [as pacientes] estão confinadas e ainda são do grupo de risco, percebi que a situação estava deixando-as ansiosas e depressivas. A partir disso pensei: por que não levar um pouco de alegria e leveza? Gestos de carinho nesses dias intensos que estamos vivendo são fundamentais, ainda mais para os pacientes oncológicos, naturalmente mais vulneráveis por terem que enfrentar a doença”, reflete Adriane que trabalha no Cetus há dois anos oferecendo todo o suporte emocional  àqueles que sofrem o baque de um câncer, desde o diagnóstico até a conclusão do tratamento. Ela também desenvolve, paralelamente às atividades no hospital, o projeto ‘Acolhendo a dor com amor’, cujo objetivo é o resgate emocional de pacientes oncológicos e seus familiares.

Uma das homenageadas, a terapeuta ocupacional Paula Carolina Mourão, de 40 anos, moradora do bairro Fernão Dias, região Nordeste de Belo Horizonte, lembra a emoção que sentiu ao receber o afago. “Eram 11h da manhã e eu ainda estava na cama, sem forças para levantar, triste por não poder celebrar a data com meus parentes, como sempre fazemos todos os anos. Quando meu marido pediu para que eu fosse até a janela dar uma olhada na rua, senti como se um sol lindo tivesse nascido no horizonte. A homenagem foi simples, mas de uma grandeza inigualável. Estávamos longe fisicamente, mas perto no coração”, lembra a paciente, atualmente em tratamento contra um câncer de ovário, diagnosticado em novembro de 2019.

O mesmo sentimento de gratidão também tomou conta da confeiteira Fabiana Trindade, 42 anos, ao receber a serenata. Em tratamento contra um câncer de mama e outro na coluna, descobertos respectivamente em julho de 2019 e fevereiro deste ano, a paciente [que mora no bairro Alvorada] ficou sensibilizada com a empatia de Adriane. “Ela não estava ganhando nada para fazer essa ‘hora-extra’. Fez simplesmente porque quis, para trazer felicidade ao meu domingo. Acho que essa pandemia veio, inclusive, para mostrar o quanto podemos fazer diferença na vida das pessoas que estão ao nosso redor. Ações simples como uma palavra amiga, uma ajuda, seja ela qual for, fazem um bem imensurável. É preciso olharmos mais para os outros.”

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