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10.09.2019
Perdeu o emprego e vai abrir o próprio negócio? Saiba o que você precisa para se tornar MEI de sucesso

Segundo consultor de pequenas empresas, empresário iniciante deve estar atento à controle financeiro do negócio, questões estratégicas de mercado e adquirir know-how em vendas; também é fundamental domar ansiedade pelo sucesso imediato

 

 

De acordo com um levantamento recente feito pelo Sebrae, com base nos dados do Portal do Empreendedor, o número de pequenos empresários e profissionais autônomos registrados como microempreendedores individuais (MEI) em Minas Gerais, passou de 1 milhão neste mês, quase o dobro das 513 mil micro e pequenas empresas mineiras. Além de Minas, com (1.000.493 MEI), Rio de Janeiro (1.016.580 MEI) e São Paulo (2.345.332 MEI) são os únicos estados que conseguiram bater essa marca. Juntos, os três correspondem a quase metade (49,8%) dos MEI no Brasil, ou seja, 4,3 dos 8,7 milhões no país.

Entre as causas que explicam esse boom, está a menor burocracia para a abertura de negócios e o ganho de direitos desses profissionais, que favorece quem antes ficava na informalidade, como a aposentadoria e auxílio-saúde. Além disso, o crescimento da modalidade tem relação também com a crise econômica, [em julho, o Brasil tinha 12,8 milhões de desempregados, de acordo com os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)]. Esse fator tornou o empreendedorismo uma das principais alternativas à falta de postos de trabalho.

O consultor de pequenas empresas Wellington Alves Costa enxerga com otimismo esse crescimento do número de pequenos empresários e afirma que este cenário é a prova de que na crise as pessoas, de modo geral, ficam mais propensas à pensar em alternativas diferentes para contornar a recessão. “Quando o ser humano se depara com incertezas, ele age quase que instintivamente: corre ou luta. É aí que surgem as coisas novas e a força para empreender. Se nós, inclusive, pesquisarmos sobre a história de pessoas visionárias como Steve Jobs e Bill Gates, vamos ser inspirados à olhar a crise como um mecanismo de oportunidades”, explica acrescentando que a supressão do ‘s’ da palavra [na qual ela é transformada em crie], realmente é um fato.

Ainda de acordo com Costa, quem deseja empreender para se livrar das estatísticas do desemprego deve, principalmente, se planejar para não se enxergar apenas como um autoempregado, mas sim se posicionar como um empresário e estar atento para todo o universo de negócios, o que envolve preparação para controlar financeiro, questões estratégicas do mercado e know-how em vendas. “O que não vale é deixar que a atividade iniciada por necessidade aconteça de uma forma amadora e passiva, sem compromisso. É importante ter a proatividade da venda e do controle financeiro a partir de objetivos bem definidos”, pontua.

         Outra recomendação do consultor para os novos MEI é domar a ansiedade em fazer mais do que se consegue ou almejar o sucesso imediato, características muito comuns em empresários iniciantes. “Se você, por exemplo, abre uma pequena confecção de roupas, não adianta querer pegar uma encomenda de cinco mil peças, se sua capacidade máxima de produção é de 50 por mês. Ao fazer isso, o risco de colocar a credibilidade da marca em xeque é muito grande”. O ideal, segundo Wellington, é dar pequenos, porém passos sólidos, principalmente no começo do negócio, onde tudo ainda é muito incipiente.

Também é importante que o novo microempresário entenda que ganhos financeiros estratosféricos não acontecem do dia para a noite. De acordo com o especialista, uma pessoa que começa a empreender precisa ter em mente que, dificilmente ela iniciará sua vida empresarial com a mesma renda que possuía quando era empregada. “Para superar ou chegar a esse patamar empreendendo leva tempo. É como se você estivesse subindo uma escada. Quem se deixa dominar pela falta de paciência ou não confia no planejamento, pode sucumbir a qualquer oferta de emprego por achar que a carteira de trabalho assinada traz mais estabilidade”, ressalta. Esse pensamento, por sinal, é um equívoco, conforme Wellington. “A existência de um contrato entre empregador e empregado fornece uma aparente sensação de segurança para o segundo, principalmente devido a existência das leis trabalhistas, como FGTS e Seguro-Desemprego. Entretanto, a responsabilidade para o trabalhador se manter no emprego é, na verdade, de alguém que está acima dele e isso pode desmoronar a qualquer instante”, afirma destacando que pelo fato das pessoas acharem que o emprego traz garantias, acabam tendo resistência à mudança. “Com isso, muitas caem na zona de conforto”, finaliza.

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