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20.04.2020
Pandemia de coronavírus cancela 13° Abrace a Serra da Moeda

Para atender recomendação da OMS e do Ministério da Saúde de evitar aglomerações, protesto, que aconteceria amanhã, no Topo do Mundo, teve que ser cancelado; Nova data ainda não está prevista

Em virtude da pandemia de coronavírus, a 13ª edição do Abrace a Serra da Moeda, que aconteceria nesta terça-feira (21), foi cancelada. A medida, segundo os organizadores do movimento, é necessária para atender a recomendação da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde de evitar aglomerações e, assim, desacelerar a propagação da Covid-19.

O abraço simbólico à Serra da Moeda, organizado pela ONG homônima, ocorre anualmente, sempre no dia 21 de abril, desde 2008. A iniciativa reúne milhares de pessoas na rampa de voo livre no Topo do Mundo, entre ambientalistas, esportistas, autoridades políticas e moradores de comunidades de Brumadinho e adjacências. Pontualmente ao meio dia, os participantes formam um enorme cordão humano no cume da cadeia montanhosa, cujo intuito é chamar a atenção do Poder Público e pedir responsabilidade com a segurança hídrica da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Isso porque a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD) vem se posicionando favorável à viabilidade de empreendimentos que produzem significativos impactos, especialmente na Serra da Moeda, sem qualquer estudo conclusivo acerca da viabilidade hídrica dessas atividades, entre elas a  fábrica de refrigerantes da Coca-Cola FEMSA, instalada em Itabirito que, segundo os ambientalistas do Abrace a Serra da Moeda, vem reduzindo drasticamente a vazão de nascentes da região.

De acordo com a advogada ambientalista da ONG, Beatriz Vignolo, independentemente do cancelamento do 13º Abrace a Serra da Moeda, as ações da entidade não se limitam ao protesto do dia 21 de abril. “Continuamos realizando também o acompanhamento e a contestação das irregularidades técnicas e jurídicas dos processos de licenciamento ambiental dos empreendimentos poluidores da Serra. Vale citar, além da Coca Cola, a possível reativação da Mina da Serrinha, em Piedade do Paraopeba, adquirida recentemente pela Vale, e o megaempreendimento de expansão urbana para 200 mil pessoas, o CSul Lagoa dos Ingleses, que se sair do papel poderá comprometer o abastecimento de água para toda a Grande BH”, pontua.

A nova data para a realização do 13º Abrace a Serra da Moeda ainda não está prevista. “Esperamos que a pandemia passe logo para que o nosso ato público seja feito com segurança”. Finaliza Vignolo.

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