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01.10.2020
Outubro Rosa | Mais de 12% dos novos casos de câncer de mama em 2020 serão em mulheres com menos de 40 anos, segundo INCA

Números tornam ainda mais evidente a necessidade do cuidado precoce. E ele pode ser prático, por meio de um simples toque no dia a dia: o autoexame. Método sozinho não previne a doença, mas é crucial para ajudar a mulher a conhecer seu próprio corpo e procurar especialista se encontrar algo diferente

Segundo tumor mais incidente em mulheres, atrás apenas do câncer de pele não melanoma, o câncer de mama deve acometer 66.280 mulheres neste ano, conforme estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Ainda de acordo com o órgão, mais de oito mil, deste total, serão em pacientes com menos de 40 anos, o que corresponde a mais de 12% dos novos casos. Os números tornam ainda mais evidente a necessidade do cuidado precoce. E ele pode ser prático, por meio de um simples toque no dia a dia: o autoexame.

De acordo com a oncologista clínica Nara Andrade, que faz parte do corpo clínico do Cetus Oncologia [hospital dia especializado em tratamentos oncológicos com sede em Betim e unidades em Belo Horizonte e Contagem], o método  sozinho não previne a doença, mas é crucial para ajudar a mulher a conhecer seu próprio corpo e procurar um especialista se encontrar algo diferente. “Antigamente a recomendação dos médicos era que o autoexame fosse realizado em determinadas épocas do mês, como por exemplo alguns dias após o período menstrual. Porém, com o passar do tempo essa medida tornou-se mais individualizada, ou seja, a mulher deve se tocar sempre que se sentir confortável para tal – seja no banho, no momento da troca de roupa ou em qualquer outra situação do cotidiano. Não existe um padrão.”

Ainda segundo a oncologista, além do nódulo, outros sinais detectáveis com o simples toque do autoexame podem indicar a presença de um tumor maligno, como alterações na cor da pele da mama, como vermelhidão, pele retraída ou enrugada parecida com casca de laranja; e excreção de líquido anormal pelos mamilos.

A boa notícia sobre o tema é que 80% dos nódulos nas mamas são benignos e apenas 20% são considerados malignos. “Geralmente o nódulo benigno, seja na mama ou axila, é redondinho, móvel e elástico. Por outro lado, se você apalpá-lo e sentir que ele é fixo, cheio de ondulações e endurecido, pode estar com um nódulo maligno”, explica Andrade acrescentando que essa identificação do tipo de nódulo, porém, só é feita quando a mulher passa por uma avaliação médica. “Caso seja descoberta uma alteração nas mamas, o primeiro passo é marcar uma consulta com um profissional especializado, ginecologista ou mastologista. Dependendo da idade da paciente, estes profissionais poderão solicitar exames como ultrassonografia ou mamografia para avaliar o nódulo identificado no autoexame”. Se a partir dos resultados as suspeitas de um tumor aumentarem, um fragmento do nódulo é enviado para biópsia em laboratório. “Essa análise irá constatar se este nódulo se trata de um tumor maligno ou não”.

A médica faz questão de ressaltar que por mais que o carocinho pareça pequeno ao ser palpado, ele pode já estar grande do ponto de vista da mamografia ou da ultrassonografia. “Por isso, em hipótese alguma, a mulher deve negligenciar a ajuda médica por achar que seu nódulo ainda é ínfimo. Qualquer percepção de alteração nas mamas deve ser investigada imediatamente. Quando você toca o seu corpo, está, sobretudo, se tocando para a vida”, enfatiza.

De modo geral, o ideal, conforme Nara, é que este autocuidado entre na rotina da mulher, de forma geral, a partir dos 35 anos. “Nesta idade, espera-se que elas já conheçam mais suas mamas para, assim, conseguirem identificar prováveis alterações”. Já aquelas com histórico familiar da doença, devem começar os exames de rastreamento e prevenção de forma ainda mais precoce. “Um exemplo: se a mulher tem, na família, uma tia que teve câncer de mama aos 40 anos, o ideal é que ela comece suas mamografias anuais aos 30, ou seja, 10 anos antes da incidência da doença na família.”

Para a população de modo geral, a recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia e das Sociedades Americana e Europeia de Mastologia é que a mamografia anual comece a ser feita partir dos 45 anos. “As mulheres não devem se descuidar nunca, principalmente neste momento de pandemia em que muitas, infelizmente, interromperam as mamografias de rotina ou sequer vêm fazendo o autoexame. Essa postura, infelizmente, pode se refletir em diagnósticos tardios em um futuro não tão distante.”

Outras recomendações de prevenção do câncer de mama incluem alimentação balanceada, pouco consumo de carne vermelha ou carnes processadas, atividades físicas regulares, manutenção do peso adequado, não fumar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

‘Quem curte ter saúde dá o toque’: campanha de hospital oncológico alerta sobre importância do autoexame

 

Ancorado no enorme valor do autoexame das mamas para um possível diagnóstico precoce do câncer, a Campanha de Outubro Rosa do Cetus Oncologia visa conscientizar as mulheres sobre o quão importante é este autocuidado corriqueiro do dia a dia. Intitulada ‘Quem curte ter saúde dá o toque’, a ação desenvolvida pelo hospital-dia, estará inteiramente voltada para o ambiente virtual, devido a este período de isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19.

Entre as iniciativas desenvolvidas está um hotsite com autoexame digital interativo, que irá instigar a mulher a tocar/clicar no seio enquanto lê uma explicação de como o procedimento é feito, e lives com médicos em veículos de comunicação importantes de Belo Horizonte orientando a população sobre todos os aspectos da doença. “A palavra toque traz inúmeros significados. Ela pode significar desde o toque de autocuidado nos seios ao toque de aviso amigo. O toque, hoje, está ao alcance das nossas mãos com o celular, usado para diversas finalidades, entre elas curtir uma foto no Instagram. Por isso vamos aproveitar das potencialidades das redes sociais, tão presentes como nunca em nossa vida nesses tempos de isolamento, para deixar nosso recado:  se para curtir algo, você precisa tocar a tela, logo quem curte a saúde, tanto se toca quanto alerta outras mulheres para fazerem o mesmo. E aqui o único bloqueado será o câncer de mama”, afirma Lilian Mariano, Diretora de Relacionamento Institucional do Cetus Oncologia, responsável pela equipe de Marketing do hospital-dia.

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