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29.10.2020
Obesidade atinge um a cada quatro adultos no Brasil, segundo IBGE

Além de aumentar chances de diabetes tipo 2, enfermidades do coração, pressão alta, artrite, apneia e derrame, obesidade também é fator de risco para diversos cânceres; Em 2025 estimativa é que Brasil tenha 29 mil casos de tumores relacionados ao excesso de peso

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou, no último dia 21, que um em cada quatro adultos brasileiros está obeso. A proporção mais que dobrou em 17 anos: Foi de 12,2% em 2003, para 26,8% em 2019. A pesquisa mostra ainda que 61,7% da população de 20 anos ou mais estão com excesso de peso, mas nem todos são obesos.

O problema acontece quando há acúmulo de gordura no corpo causado na maioria das vezes por um consumo excessivo de calorias na alimentação, superior ao valor usado pelo organismo para sua manutenção e realização das atividades do dia a dia. Ou seja: uma pessoa fica obesa quando a ingestão alimentar é maior que o gasto energético correspondente.

Outro fator que atesta um quadro de sobrepeso se dá quando o Índice de Massa Corpórea (IMC), obtido através do peso dividido pela altura ao quadrado, fica acima de 25kg/m². A partir de 30kg/m², a situação já pode ser considerada como obesidade grau I.

E se engana quem acha que esta comorbidade pode levar somente ao desenvolvimento de doenças populares como diabetes tipo 2, enfermidades do coração, pressão alta, artrite, apneia e derrame. A oncologista clínica Elisa Ramos, que pertence ao corpo clínico do Cetus Oncologia [hospital dia especializado em tratamentos oncológicos com sede em Betim e unidades em Belo Horizonte e Contagem] afirma que a obesidade contribui também para maior prevalência de câncer de mama, endométrio, rim, fígado, próstata, bexiga, esôfago e colorretal. Há, inclusive, um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) que revela dados alarmantes: o Brasil terá 29 mil casos de câncer relacionados ao excesso de peso em 2025. O número é bem maior que os 15 mil casos registrados em 2012, último dado coletado sobre a relação.

Entres os fatores de risco para esta doença crônica, que infelizmente não tem cura, mas pode ser tratada e controlada, está a genética do indivíduo que, segundo Elisa, é capaz de afetar a quantidade de gordura corporal armazenada e onde essa gordura é distribuída. “Mas ela [a obesidade] não é causada apenas pela genética. Os comportamentos familiares influenciam bastante. Se em um núcleo familiar, os pais são obesos, o risco dos filhos também serem é aumentado. Isso porque todos acabam compartilhando hábitos alimentares e de atividade semelhantes, como uma dieta rica em calorias, carente de frutas e vegetais, cheia de fast food e carregada de bebidas hipercalóricas e porções grandes, além do sedentarismo”.

A importância da atividade física e da dieta saudável

A união entre exercícios físicos e alimentação saudável, rica em frutas, legumes, carnes magras e alimentos integrais, que dão mais saciedade e que tenham o valor calórico menor possível, é a forma mais eficaz e saudável de reduzir/controlar o peso. “Além delas ajudarem na manutenção corporal, provocam um aumento na massa magra, o que diminui a chance de um tumor se manifestar. Além do mais, o exercício físico regular e a boa alimentação são responsáveis por promover o equilíbrio dos hormônios e fortalecer as defesas do corpo, dois dos principais fatores que podem inibir o desenvolvimento de células doentes”, completa Ramos. A recomendação da OMS é que cada pessoa pratique, pelo menos, 150 minutos de volume de atividade física aeróbica por semana. “Atualmente cerca de 80% da população é sedentária e muitos associam as atividades de lazer àquelas de baixo gasto calórico, como ver televisão, jogar videogame, ficar no computador e isso é um fator relevante para desencadear a obesidade. Em contrapartida, o exercício físico intenso ou de longa duração tem efeito inibitório no apetite”.

Quanto ao uso de medicamentos para controlar a obesidade, somente um médico pode dizer qual o mais indicado para cada caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Mas primeiro o problema terá que ser confirmado por meio de exames como colesterol total e frações, glicemia de jejum e hemograma para verificar prováveis desequilíbrios hormonais.

Pessoas com obesidade mórbida e comorbidades, como diabetes e hipertensão, por sua vez, podem optar por fazer a cirurgia de redução de estômago para controlar o peso. Existem quatro técnicas diferentes de cirurgia bariátrica para obesidade reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM): Banda Gástrica Ajustável, Gastrectomia Vertical, Bypass Gástrico e Derivação Bileopancreática. “A escolha dependerá do quadro do paciente, do grau de obesidade e das doenças relacionadas”, finaliza Elisa.

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