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04.12.2020
NOTA OFICIAL ABRASEL-MG | Proibição da venda de bebidas alcoólicas nos bares e restaurantes de BH

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (ABRASEL-MG) recebe com grande indignação e surpresa a decisão da prefeitura de Belo Horizonte de proibir a venda de bebidas alcoólicas nos bares e restaurantes, a partir da próxima segunda-feira (7). A medida, segundo a PBH, visa conter o avanço do coronavírus na cidade.

O presidente da entidade, Matheus Daniel, afirma que ao ser empossado como novo gestor da ABRASEL-MG há 30 dias, fez questão de se colocar à disposição da prefeitura para que juntos pudessem construir ações em prol do equilíbrio da saúde da população e das empresas. “Vale lembrar que a própria prefeitura definiu as regras de flexibilização e segundo elas as restrições só aconteceriam se dois ou mais índices entrassem na faixa amarela ou vermelha, o que não é o nosso atual cenário. As taxas de ocupação de leitos de UTI e as de enfermaria estão no nível verde, ou seja, abaixo de 50%. Apenas o RT, taxa de transmissão por infectado, está em 1,05, nível amarelo. Isso significa que a própria PBH não respeita os pré-requisitos que ela mesma determinou”, pontua.

Matheus ainda afirma que o recente crescimento da taxa de transmissão da Covid-19 na capital mineira pode estar atrelado às aglomerações registradas durante ao período pré-eleitoral, marcadas pelo famoso ‘corpo a corpo’ de muitos candidatos com a população. “Os bares estão abertos desde meados de agosto. Se fossem eles os responsáveis por um repique de casos, este teria acontecido já na segunda quinzena de setembro ou início de outubro, o que não se concretizou. A impressão que a PBH passa para a sociedade ao impedir a venda de bebidas alcoólicas é a de que o setor é o vilão responsável pelo aumento da Covid-19, o que não é verdade”, pontua.

O presidente da ABRASEL-MG compreende que bares de algumas regiões da capital mineira estão desrespeitando os protocolos. Ciente disso a associação iniciou há uma semana campanhas de conscientização dos estabelecimentos e clientes com o objetivo de contribuir com o trabalho da prefeitura. Matheus revela ainda que membros da fiscalização da PBH tinham conhecimento dessa campanha da ABRASEL. “Inclusive hoje, está prevista uma ação de distribuição de informativos nos principais pontos de concentração de bares, pois acreditamos que a fiscalização deve existir e punir as empresas negligentes. Não é justo, porém, que o poder público, ao invés de cumprir a sua obrigação de monitorar todos os locais de aglomeração e penalizar os reais infratores, prefira sacrificar quem gera emprego e renda para a cidade. É preciso separar o joio do trigo”.

Por fim, Matheus acredita que esta decisão arbitrária, tomada de forma repentina e sem preocupação com o setor, irá quebrar milhares de empreendimentos, já que a restrição acontece em um período de feriado prolongado, quando os empresários estão com seus estoques lotados, gerando assim um impacto financeiro desastroso em um momento delicado. Muitos donos de bares e restaurantes já haviam feito reservas e comprado insumos para pequenos grupos que iriam confraternizar e agora não terão como devolver o dinheiro para os clientes. “Acreditamos também que esta restrição irá aumentar o número de eventos e reuniões clandestinas às quais a prefeitura não tem nenhum controle, nem como fiscalizar. Mais uma vez, deixamos a ABRASEL-MG à disposição para juntos encontrarmos uma saída para salvar vidas das pessoas e dos negócios de nossa cidade”.

 

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