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19.08.2019
“Não quero, não posso e não consigo”: saiba como os pensamentos negativos podem atrapalhar sua vida profissional

Excesso de pessimismo e postura tóxica do empresário pode trazer graves reflexos para o negócio, desde perda de oportunidades comerciais à desmotivação da equipe

Quem de nós nunca se deparou com um colega ou amigo extremamente pessimista, que prefere enxergar os espinhos de uma rosa a focar na beleza das pétalas? A postura negativa pode até ser aceitável em alguns momentos, principalmente nos mais difíceis, afinal é utopia afirmar que o sol brilhante nasce todos os dias. O problema é quando o negativismo fica demasiadamente acentuado, tornando-se marca registrada de uma pessoa. Se nas relações interpessoais, lidar com perfis tóxicos é tarefa nada fácil, no mundo dos negócios, é praticamente impossível.

De acordo com o consultor de pequenas empresas Wellington Alves Costa, o profissional muito negativo pode ter sérios problemas para empreender, seja sozinho ou ao lado de um sócio, pois por ser notadamente pessimista, acaba tendo mais medo de perder do que vontade de ganhar. Com isso, ele arrisca pouco. “Não dá para ganhar muito arriscando pouco. Essa é uma equação simples e extremamente lógica”, enfatiza.

E essa falta de visão otimista/estratégica traz reflexos drásticos para o negócio, segundo Costa. No âmbito financeiro, por exemplo, um empresário negativo vai temer qualquer tipo de investimento. “Ele morre de medo se tiver que fazer uma simples reforma em sua loja, contratar um consultor, fazer um curso de especialização. A negatividade vai impedi-lo de conquistar qualquer tipo de melhoria ou avanços”, cita.

Os danos se estendem também para a área comercial. Wellington aponta que, neste caso, haverá um temor do empresário em aceitar um contrato ou oportunidade inovadora pelo fato dele ser extremamente convencional e inseguro diante do novo.

A toxicidade do gestor no mundo dos negócios pode, inclusive, virar um ‘problemão’ de RH, a ponto de contaminar toda a equipe, desde os gerentes ao time operacional. O resultado dessa onda pessimista, conforme destaca o consultor, é uma empresa com alta rotatividade de funcionários. “Isso acontece porque o próprio ambiente de trabalho deixa de ser saudável”, completa Wellington acrescentando que a negatividade, se não observada por aquele que é acometido pelo ‘imbróglio’, torna-se um fator capaz de abalar a saúde mental dos colaboradores. “Muitos [empresários] sequer têm autocrítica, ou seja, não percebem que gerir pessoas é, antes de tudo, impactá-las pela emoção. Com isso, não associam a postura tóxica como a causa principal do fracasso de seu negócio. Tentam culpar o governo, a crise econômica, mas sequer fazem uma análise das próprias ações”.

Sócio negativo

 

Wellington afirma que a melhor forma de identificar traços de toxicidade em um possível candidato a sócio de um negócio é conhecê-lo por meio de pequenos trabalhos. O ideal é que os dois façam alguma coisa juntos antes de assumirem um compromisso societário mais profundo e permanente. “Eles podem, por exemplo, serem parceiros em um projeto específico, com prazo para acabar. Esse ‘período de experiência’ é interessante para que ambos percebam se estão alinhados, bem como os graus de negativismo de cada um. Só assim terão mais certezas se a parceria há de ser promissora, caso decidam estendê-la”.

O que o especialista não indica é a formação de um contrato de sociedade de longo prazo com alguém, cujo ritmo e valores sejam desconhecidos. “Que fique bem claro: buscar um sócio desconhecido no mercado não é algo errado. Não existe certo ou errado no mundo dos negócios. O que existe [no mundo dos negócios] é chance maior e/ou menor, risco maior e/ou menor”, pontua.

Caso um dos dois identifique que seu parceiro tenha dificuldade de ser positivo, Wellington fornece duas recomendações. A primeira é fazer de tudo para tentar mudar e/ou minimizar o perfil pessimista do colega com boas doses de paciência e resiliência. “Se mesmo assim, as mudanças não acontecerem, o melhor caminho é encerrar a parceria. É a postura mais racional”.

 

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