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12.07.2019
Mais de 90% das empresas inadimplentes no Brasil são MPEs

De acordo com coach especializado em consultoria à MPEs, inadimplência acontece devido à pouca expertise do pequeno empresário em entender de negócios, o que compromete controle das finanças

O número de micro e pequenas empresas brasileiras que não estão conseguindo honrar seus compromissos financeiros tem crescido vertiginosamente, segundo levantamento recente da Serasa Experian. De acordo com o órgão, a inadimplência das chamadas MPEs atingiu 5,38 milhões em março deste ano. O índice é o maior da série histórica iniciada em março de 2016, e teve alta de 6,9% na comparação com o terceiro mês de 2018. Ainda segundo o levantamento, as micro e pequenas empresas representam 95% do total de empresas inadimplentes do Brasil.

Os economistas da Serasa atribuem o aumento do número de empresas devedoras ao fraco desempenho da economia no primeiro trimestre de 2019. [O Produto Interno Bruto do Brasil caiu 0,2% de janeiro a março em relação ao trimestre anterior, impactado pela tragédia em Brumadinho, por quedas da agropecuária e dos investimentos.]

Embora o cenário macroeconômico seja de recessão, há como passar ileso diante da crise sem ficar no ‘vermelho’ ou chegar à situação constrangedora de negociar dívidas com credores. De acordo com o consultor de pequenas empresas e coach Wellington Alves Costa, as intempéries na economia do país podem influenciar a saúde financeira de um negócio, mas não são capazes de determiná-la. “É nato do ser humano tentar encontrar culpados para seus problemas e olhar aspectos meramente externos, o que não é errado. A questão preocupante é quando nos prendemos apenas aos fatores macro e negligenciamos a gestão interna e eficaz da empresa”, explica.

Segundo o especialista, a postura mais estratégica do pequeno empresário nos momentos de economia instável é evitar gastos desnecessários e fazer uma programação sobre tudo que irá sair do caixa da empresa. “Imagine que você está em uma estrada e repentinamente cai uma forte tempestade, o que dificulta a chegada ao destino. Sequer há hotéis nas proximidades para servirem de abrigo até a chuva passar. Parar na estrada pode ser perigoso. O local tem risco de deslizamento. Sabe o que um motorista prudente faz? Não se rende ao fator externo [o temporal]. Ele continua a viagem, porém acende as lâmpadas de alerta, redobra a atenção, desliga o rádio, fica de olho para ver se o combustível é suficiente até o fim do trajeto, ou seja, aumenta o nível de controle. É justamente isso que os proprietários de MPEs devem fazer: estar com os olhos atentos, apurados, despertar o senso analítico. Desse modo a tomada de decisões rápidas e assertivas será muito maior”, exemplifica.

A falta de controle das finanças, por sinal, é o problema nº1 das micro e pequenas empresas, o que faz com que elas caiam no endividamento, conforme aponta Wellington. Segundo o consultor, por começarem a empresariar unicamente pelo fato de saberem fazer aquilo que vendem, os empresários das MPEs, de forma geral, acabam entendendo apenas do negócio e não de negócio. Sendo assim, tornam-se demasiadamente preocupados em vender o produto que fazem. Porém se esquecem de controlar/gerir bem, seja porque acham difícil ou então complexo e chato. “A desorganização [com as finanças] começa, por exemplo, quando a pequena empresa vende abaixo do esperado. Consequentemente, o caixa fica com déficit. Por acreditar que todos os problemas do negócio serão resolvidos unicamente com as vendas, ele [o empresário] acaba gastando excessivamente na compra de matérias- primas [para conseguir aumentar a arrecadação]. Porém, se o faturamento continuar com resultado insatisfatório, surge um novo problema: o dono do negócio não conseguirá pagar seus credores, ficando inadimplente”, explica. Por isso, antes de se ater em ‘engordar’ o caixa, controlar qualquer R$ 1 que sai [do caixa] também é de extrema importância, conforme aponta o coach. “Dessa forma será possível apurar os resultados com mais eficácia”, completa.

Além do controle exímio, a segunda medida para evitar que a credibilidade jurídica seja comprometida, é planejar a solução para os problemas. Uma vez que o empresário tem a capacidade de controlar os custos da sua empresa, não só as entradas como também as saídas, além de saber fazer projeções, consegue antever possíveis problemas. “Se [o problema] for, por exemplo, vendas abaixo do planejado, o ideal é diminuir os custos para que um índice de vendas menor não interfira no lucro”, exemplifica Costa.

A terceira, e não menos importante, ação estratégica para o dono de uma MPE não deixar as contas penduradas, é cuidar de sua saúde mental. Para isso, ele deve sempre enxergar as coisas pelo aspecto mais positivo. “Uma empresa é gerida por uma pessoa ou um grupo de pessoas que são feitas de emoções, medos, angústias e expectativas. Se esses sócios tomarem decisões baseadas apenas no medo, na raiva ou nos impulsos, a chance deles irem pelo caminho errado e colocar tudo a perder é muito grande. Sendo assim, quando temos a facilidade de lidar com nossos anseios, conseguimos nos prevenir e até mesmo nos planejar para as tempestades”, ressalta Wellington acrescentando que a melhor forma de controlar as emoções é priorizar a razão. “E a razão nada mais é do que fazer conta, analisar. É impossível chegar a resultados satisfatórios e concretos, baseado apenas na suposição, nas hipóteses ou no achismo”, destaca. É nesse sentido que, segundo o consultor, muitos empresários de pequeno porte pecam. “Na hora da tempestade, eles olham para o lado, em busca de soluções e percebem que não têm uma planilha de faturamento, não sabem fazer um retrospecto do negócio e ver como foi o lucro há um ano, os custos efetivos.  É ai que entra o desespero”, conclui.

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