Sala de
Imprensa

Fechar
20.01.2020
HPV está presente em 99,7% das pacientes com câncer de colo do útero

Na maioria dos casos, vírus só manifesta sintomas quando mulher já desenvolveu tumor; por isso é importante vacinação para preveni-lo, além de exame Papanicolau

 

Janeiro Verde é o mês de alerta para o câncer de colo do útero, terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer. Para cada ano do biênio 2018/2019, a estimativa do INCA é de que foram diagnosticados 16.370 novos casos da doença, que acomete 15 a cada 100 mil mulheres.

De acordo com a oncologista clínica Daniella Pimenta, que atende no Cetus Oncologia [hospital dia especializado em tratamentos oncológicos, com sede em Betim e unidades em Belo Horizonte e Contagem] a maioria dos casos aparece em mulheres com idade entre 35 e 44 anos. Entretanto, a neoplasia pode acometer, também, aquelas com mais de 65. Estima-se que este público represente mais de 15% das incidências. “A infecção pelo HPV (papilomavírus humano) é a principal causa desse tipo de tumor. Ela está presente em 99,7% das pacientes com câncer de colo uterino”, ressalta a médica.

A alta porcentagem se deve ao fato de que o HPV, geralmente, não manifesta sintomas, mas mesmo assim pode ser transmitido por meio de relações sexuais sem proteção. “Na maioria das vezes, os sintomas aparecem quando a mulher já desenvolveu o câncer, o que demora entre 10 a 15 anos”. O principal deles é o sangramento vaginal anormal. Ele, geralmente, ocorre fora do período menstrual, após a relação sexual ou depois da menopausa. “Sempre que a mulher apresentar esse quadro, deve se submeter a uma avaliação ginecológica”, pontua Daniella. Outros indícios do tumor são dor na região pélvica persistente, corrimento de odor fétido com secreção mais espessa associada a sangramento, dor intensa durante a relação sexual e perda de peso sem causa aparente.

Por isso a importância da vacinação que, segundo a médica, é a melhor forma de se prevenir do papilomavírus e, consequentemente, o câncer que ele acarreta. Ela está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14. Esta faixa etária foi escolhida por ser a que apresenta maior benefício pela grande produção de anticorpos e por ainda ter sido menos exposta ao vírus por meio de relações sexuais.

Além da vacinação, a oncologista do Cetus enfatiza a adoção de hábitos de vida saudáveis, o uso de preservativos durante o sexo [já que o HPV é uma DST] e a realização do Papanicolau como formas de prevenir o câncer de colo do útero. “Este exame [Papanicolau] coleta células da região e pode identificar sinais e alterações no colo uterino, bem como lesões pré-malignas antes destas se tornarem câncer”, explica. O Ministério da Saúde recomenda que este procedimento seja feito pelo setor de enfermagem nos postos de saúde mais próximos da casa do paciente a partir dos 25 anos, anualmente, por dois anos. Se não for detectada nenhuma mudança, a mulher passa a ser examinada a cada três anos, com segurança, até chegar aos 74 de idade. Essa periodicidade, porém, pode ser reduzida a qualquer momento, dependendo das alterações encontradas ao longo dos anos.

Uma vez que o Papanicolau é alterado, é importante que a paciente faça uma colposcopia. Neste exame o ginecologista ou ginecologista oncológico visualiza o colo do útero com a ajuda de um colposcópio, instrumento com lentes de aumento que permite a observação da superfície do colo do útero de perto e claramente. “Se uma área anormal for detectada [no colo do útero], será realizada uma biópsia, que consiste na remoção de uma pequena amostra de tecido local para avaliação. Ela é a única forma de ratificar um pré-câncer, câncer ou nada significativo”, completa Pimenta acrescentando que as chances de cura são boas quando o tumor é diagnosticado em estágios iniciais. “Estudos feitos nos Estados Unidos revelam que mais de 90% das pacientes sobrevivem à doença quando o tumor está localizado, ou seja, é descoberto precocemente. Por outro lado, a sobrevida em cinco anos é bem maior nos quadros em que há metástase [disseminação da doença para outras partes do corpo], correspondendo a cerca de 16% dos casos”, finaliza.

ASSESSORIA DE IMPRENSA:

Agenda Comunicação Integrada

Jornalistas responsáveis:

Maíra Rolim – JP 8850- MG

Daniel de Andrade – RP 0020661-MG

(31) 3021-0204 | 9 8500-1358 | 9 9120-1068

www.agendacomunicacao.com