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03.07.2020
Hospital dia cria setor especializado em dores crônicas

Referência no atendimento oncológico, Cetus acaba de ampliar atendimento; Clínica da Dor oferece terapias intervencionistas minimamente invasivas não apenas à pacientes com câncer como também para pessoas com fibromialgia, problemas ortopédicos, reumatológicos e neurocirúrgicos

Pelo menos 37% da população brasileira sente dor de forma crônica. Esse percentual pode aumentar ainda mais com o isolamento social, já que as pessoas, ao ficarem em casa, tendem a se exercitar com menos frequência.  Os dados são de um estudo da Sociedade Brasileira de Estudos da Dor (Sbed). Outra informação vem da Organização Mundial da Saúde (OMS): as principais queixas são, especialmente, nos tendões e articulações.

Pensando nesse tipo de problema, cada vez mais comum entre os brasileiros, já existem unidades de saúde que contam com profissionais voltados exclusivamente para o tratamento de pacientes com dores crônicas. É o caso do Cetus Oncologia [hospital dia oncológico com sede em Betim e unidades em Belo Horizonte e Contagem], que acaba de lançar a ‘Clínica da Dor’, setor do hospital que funciona nas unidades Betim e BH. O serviço é voltado para ampliar a linha de cuidados com os pacientes oncológicos e também atender pessoas com fibromialgia, problemas ortopédicos, reumatológicos e neurocirúrgicos.

De acordo com o médico anestesiologista Henrique Lemos, responsável pela clínica ao lado da colega Joana Angélica Vaz de Melo [ também anestesiologista], a dor que se restringe por até três meses é considerada aguda. Um exemplo é a dor pós operatória, que se resolve após diagnóstico e cirurgia. Já a crônica é aquela que se mantém por mais de três meses, podendo durar anos, já que persiste além do tempo normal de resolução da lesão tecidual, sendo considerada uma doença por si só. “Entre elas estão as que atingem a região lombar, as articulações, a face, a boca, o pescoço. Isso sem falar das dores de cabeça, em geral, e as enxaquecas, que também são frequentes”, explica.

Diante de um possível quadro de dor crônica, Henrique revela ser importante que o médico prolongue a conversa com o paciente e tente entender seus relacionamentos bem como sua parte emocional. “Por isso é necessário um atendimento multidisciplinar”, explica Lemos acrescentando que a Clínica da Dor conta também com o apoio do serviço de psicologia do Cetus. “Muitas vezes, a dor crônica é tão nociva que pode estar ligada à depressão, transtornos de ansiedade e até ao suicídio”, destaca.

Tratamento

De acordo com Henrique Lemos, o tratamento para a dor crônica vai variar conforme o quadro do paciente. Além do uso de medicamentos, diversas terapias podem ser indicadas, entre elas a cognitivo-comportamental, acupuntura, terapia ocupacional, psicoterapia, fisioterapia e até técnicas de relaxamento como meditação.

A Clínica da Dor recorre, principalmente, a terapias intervencionistas, procedimentos minimamente invasivos, entre eles o uso da toxina botulínica, popularmente conhecida como botox, para tratar enxaqueca, reabilitação do AVC, dores neuropáticas, decorrentes de algumas doenças como diabetes e herpes zoster, e do tratamento de quimioterapia. “Apesar de ser utilizado em tratamentos estéticos, o botox também promove o relaxamento muscular e age nos nervos sensitivos, diminuindo o disparo das células da sensibilidade”, explica.

Outra terapia intervencionista usada no espaço é o bloqueio do gânglio estrelado [grupo de nervos na região do pescoço]. O bloqueio, que consiste na injeção de pequeno volume de medicamentos ao redor destes nervos, é indicado, por exemplo, em casos de neuralgia pós-herpética, ‘dor fantasma’ após amputação de membro, e para problemas de circulação sanguínea nos membros superiores. “Também trabalhamos com bloqueios peridurais para aliviar dores na coluna. De modo geral eles são feitos por meio de um anestésico local seguido de corticoide, cuja ação anti-inflamatória, ameniza o quadro doloroso”.

Ainda de acordo com o anestesiologista, à medida em que o paciente passa a controlar sua dor, os benefícios tornam-se perceptíveis. A tendência é que ele passe a procurar, com menos frequência, os serviços de pronto-atendimento. “Além disso é importante destacar também que os procedimentos intervencionistas têm um custo muito mais baixo quando comparados a métodos tradicionais. Uma pessoa com bloqueio de coluna, por exemplo, pode gastar até seis vezes menos ao fazer o bloqueio peridural do que uma cirurgia de coluna. Consequentemente o custo para os convênios pode reduzir”, pontua. O paciente também consegue melhorar sua produtividade ao retornar às atividades laborais.

Entretanto, o especialista faz um alerta: o paciente precisa compreender que apenas utilizar remédios para a dor não resolve o problema. O médico tem de ensiná-lo a melhorar a qualidade de vida, o que inclui a prática de exercícios físicos, correção postural [caso seja necessário], alimentação adequada, controle do peso e de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. “O nosso foco é não só tirar a dor mas mostrar o quanto ela impacta a vida do paciente e o que ele pode reconquistar caso consiga controlar ou eliminar o problema”.

O único entrave que ainda persiste nesta nova especialidade, conforme cita Henrique, é a falta de conhecimento da população sobre a área. Segundo o médico, na maioria das vezes, o paciente demora a chegar até o profissional especializado em dores crônicas, pois sequer sabe que sofre com o problema e tampouco compreende que existe um especialista em dor. “Primeiramente ele [o paciente] procura outras especialidades. Vai no ortopedista, no reumatologista. São estes profissionais que indicam o paciente para buscar ajuda com um médico de dores crônicas. Há situações em que os nossos próprios colegas de profissão não sabem da nossa atuação e do que podemos fazer para os pacientes”.

Serviço

Clínica da Dor Cetus Oncologia

Atendimento na unidade BH – Todas as quartas-feiras, de 13h às 17h

Avenida Do Contorno, 3800 – Santa Efigênia – Edifício João Gasparini

Médica responsável: Drª Joana Angélica Vaz de Melo

Atendimento em Betim – Todas as sextas-feiras, de 13h às 17h

Rua 20, nº 90 – Jardim Brasília

Médico responsável: Dr Henrique Lemos

ASSESSORIA DE IMPRENSA:

Agenda Comunicação Integrada

Jornalistas responsáveis:

Maíra Rolim – JP 8850- MG

Daniel de Andrade – RP 0020661-MG

(31) 3021-0204 | 9 8500-1358 | 9 9120-1068

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