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11.05.2020
Gestão de pessoas durante a COVID-19: dicas de como conduzir a crise e garantir bom desempenho no home-office

Comunicação transparente com equipe, evitar demissões, estreitar relacionamento interpessoal entre colaboradores, mesmo que a distância, são algumas alternativas neste momento

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE apontam que o Brasil terminou o 1º trimestre de 2020, mesmo período em que o coronavírus chegou ao país, com 1,2 milhão de pessoas a mais na fila do desemprego. A população desocupada subiu de 11,6 [no último trimestre de 2019] para 12,8 milhões nos três primeiros meses deste ano. A alta no período foi de 10,5%. Embora esse cenário de recessão seja a realidade de milhares de empresas que, sem caixa reserva e por não conseguirem receita, foram obrigadas a demitir, por outro lado, há aquelas que nadaram na contramão da crise. Optaram, justamente, pelo oposto: investir em pessoas.

É o caso do Kanpai, restaurante de culinária oriental no bairro Cruzeiro, região Centro-Sul de Belo Horizonte, que, mesmo diante do decreto municipal ordenando o fechamento do comércio não essencial na capital mineira, desde o dia 20 de março, decidiu não demitir nenhum dos 30 colaboradores e pretende sair deste período de crise contratando. “O isolamento social é, sim, a forma mais assertiva de conter a propagação do vírus. Por isso, colocamos todo o setor administrativo em home-office e mantivemos no restaurante em escala mínima a equipe responsável pela operação do delivery (que antes da pandemia funcionava apenas a noite e, agora, foi estendido para o almoço). Mesmo assim priorizamos por escalar os funcionários que possuem transporte próprio ou que moram sozinhos. Dessa forma, minimizamos a exposição não só do trabalhador, mas também de seus familiares a uma possível infecção”, ressalta um dos sócios do estabelecimento, o empresário Guilherme Xavier.

Até mesmo os atendentes do salão, que iriam ficar sem função devido ao fechamento da casa, foram realocados. “Hoje eles estão em funções completamente diferentes. Um deles, por exemplo, trabalha atualmente com operação de caixas para o delivery”, enfatiza Xavier acrescentando que o estabelecimento segue à risca as regras de prevenção da Covid-19 recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), incluindo o uso de máscaras. Além disso, a casa conta com um profissional para orientar cozinheiros e motoboys sobre as boas práticas de produção e higienização dos alimentos.

As pessoas estão em primeiro lugar

Para a gestora de Recursos Humanos do Kanpai, Tainá Lombardi, a crise pode ser o momento propício para as empresas cuidarem do que há de mais precioso no patrimônio da organização: a mão de obra. “A nossa principal preocupação foi não só encontrarmos meios de nos adaptarmos às mudanças provocadas pela pandemia, como também cuidar da adaptação dos colaboradores, tanto no âmbito pessoal quanto profissional, afinal o quadro de incertezas, vivenciado em nível mundial, gera muita angústia”, reflete.

Por isso uma das estratégicas do RH do restaurante foi investir ainda mais em uma comunicação transparente com seus colaboradores. Uma semana antes do Decreto da Prefeitura de Belo Horizonte determinando o fechamento do comércio, Tainá revela que a direção do Kanpai já estava se reunindo com a equipe para criar um comitê interdisciplinar, formado por profissionais atuantes em várias áreas da casa. Juntos, eles foram incumbidos de pensar em estratégias caso a crise, de fato, tornasse realidade. “A autogestão, uma das características que sempre prezamos, felizmente, traz essa capacidade de adaptação rápida. Como aqui cada um sempre teve clareza de suas atribuições, a tomada de decisões fica mais fácil”, pontua.

E os encontros semanais não pararam com a concretização do isolamento. Agora eles são feitos por meio de reuniões on-line com os funcionários. Nas pautas, os mais variados assuntos: agenda de folgas, pagamentos, execução dos serviços de delivery, etc. “A comunicação clara é e sempre será a melhor forma de chegarmos ao outro. Em momentos de crise, então, ela é vital para trazer segurança e alinhar a equipe”, ressalta Lombardi.

Ainda segundo Tainá, a adaptação a esta nova realidade foi pensada, inclusive, para as ações corriqueiras do dia a da empresa, como, por exemplo, comemorar o aniversário de um colaborador. “O distanciamento não foi empecilho. Agora ela é feita de forma virtual. Em março, por exemplo, cantamos parabéns para os aniversariantes em uma de nossas reuniões no Zoom, e os aniversariantes receberam um bolo em casa. Para felicitar os dois aniversariantes de abril, fizemos uma espécie de arquivo confidencial com as famílias, no qual os parentes gravaram depoimentos para os homenageados”, conta.

Datas comemorativas importantes do calendário também não passam em branco. Para celebrar o Dia das Mães a empresa criou uma ‘caixinha de sentimentos’, convidando todas as mamães que trabalham na casa a recordarem os bons momentos da vida, uma ação que gera, sobretudo, otimismo e esperança de que dias melhores virão.

A gestora de RH faz questão de ressaltar que o objetivo do Kanpai não é fazer essas ações para que o funcionário retribua com engajamento e dedicação no trabalho. “Nossa essência é buscar a conexão com aquilo que é verdadeiro. Ela é de fato uma necessidade em nossas vidas, seja com nossos amigos, familiares, colegas de trabalho. É isso que tentamos fortalecer o tempo inteiro. Por mais que tudo esteja difícil, não podemos e nem devemos perder o olhar para as pessoas. Elas devem sempre estar em primeiro lugar”.

Kanpai

Rua Pium-Í, 1122 – Cruzeiro

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