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17.12.2020
Fusões e aquisições movimentam setor de saúde em 2020

Segundo especialista queda nas receitas dos hospitais, provocada pela suspensão dos procedimentos eletivos, explica, em partes, crescimento das operações de vendas

 

Depois de um 2019 recorde em fusões e aquisições, o mercado de saúde se prepara para renovar essa marca e para um 2021 também aquecido. Segundo dados da consultoria PwC, o segmento teve neste ano, até outubro, 50 operações, já próximo às 57 de 2019. Só nas últimas semanas, em cerca de 20 dias, já foram anunciadas mais seis. Recentemente, por exemplo, a Notredame Intermédica, que já vem de uma onda de aquisições, comprou o hospital Lifecenter, em Belo Horizonte, por R$ 240 milhões. O Grupo Dasa, dono de laboratórios como o Delboni Auriemo, adquiriu a rede de hospitais Leforte, em São Paulo, em uma operação de R$ 1,77 bilhão. No segmento de planos de Saúde, a Qualicorp ficou com a carteira da Muito Mais Saúde e concluiu a aquisição da Plural e da Oxcorp. Já o laboratório Fleury, por fim, comprou o Centro de Infusões Pacaembu e a Clínica de Olhos Moacir Cunha.

O Consultor Estratégico do Cetus Oncologia, Alex Müller, enxerga esse movimento com bons olhos. Segundo ele por estarmos em um mercado de livre concorrência, as fusões e aquisições acabam sendo bem vindas, além de tirar as organizações da zona de conforto, fomentar opções de escolha e gerar preços atrativos para o consumidor. Na visão do especialista, esse cenário, inclusive, é um dos responsáveis por fomentar o setor, principalmente em um ano em que ele esteve no epicentro da pandemia. “A máxima que deve ser levada em consideração hoje para os gestores de saúde é estarem atentos às novas possibilidades de mercado e negócios”.

Alex acredita também ser importante que os profissionais acompanhem essa atualização. “Não só os que estão na área de saúde como também de qualquer outra devem, a partir de agora, ter uma capacidade analítica apurada, criatividade, alto poder de adaptação às mudanças que se anunciam bem como àquelas que ainda estão por vir e, acima de tudo, serem comprometidos com resultados. Já as organizações precisam estar com foco bem definido, mas sempre capazes de se readequarem à medida que novos cenários se apresentam”.

O consultor estratégico do Cetus Oncologia defende também a melhoria contínua dos processos e a apropriação dos mecanismos que o avanço da tecnologia vem trazendo ao setor. “Estamos na época dos diagnósticos. As tecnologias e equipamentos estão cada vez mais modernizados. A própria chegada da pandemia trouxe a necessidade desse investimento”, completa.

Covid-19 tem influência nas fusões e aquisições

 

De acordo com Alex, a Covid-19 também pode explicar, em partes, o boom de fusões e aquisições que movimentaram o setor de saúde, neste 2020. “A receita dos hospitais teve uma queda expressiva devido à suspensão dos procedimentos eletivos, uma vez que os tratamentos foram focados na Covid. Players afetados negativamente veem a venda como uma saída mais segura”, conclui o especialista.

 

 

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