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25.08.2020
Fumantes têm 45% mais chances de complicações com a Covid-19

Segundo oncologista clínica, dado confirma ainda mais a importância não só dos fumantes abandonarem imediatamente o vício como também daqueles que nunca fumaram, jamais terem curiosidade pela primeira tragada

 

Neste Dia Nacional de Combate ao Fumo, um importante alerta divulgado pela Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia de São Paulo: a pessoa que fuma, ao entrar em contato com a Covid-19, torna-se ainda mais vulnerável, com 45% mais chances de sofrer complicações de saúde. Isso acontece porque o pulmão do tabagista possui, em grande quantidade, uma célula que produz muco para proteger as paredes do órgão das toxinas do cigarro. Esta célula tem uma substância que funciona como âncora para o coronavírus, permitindo a infecção e fazendo com que ela penetre mais profundamente no pulmão.

Para a oncologista clínica Tracy Dias, que faz parte do corpo clínico do Cetus Oncologia [hospital dia especializado em tratamentos oncológicos com sede em Betim e unidades em Belo Horizonte e Contagem] o dado confirma ainda mais a importância não só dos fumantes abandonarem imediatamente o vício como também daqueles que nunca fumaram, jamais terem a curiosidade pela primeira tragada. “O tabaco, em suas diferentes formas, [cigarro, charuto, cachimbo, narguilé, cigarro de palha, dispositivos eletrônicos para fumar, etc] contém mais de 4,5 mil substâncias tóxicas. Destas 90 são comprovadamente cancerígenas”, explica.

E engana-se quem acha que o cigarro está associado apenas ao câncer de pulmão. Tracy ressalta que ele ainda pode aumentar o risco de câncer de bexiga, esôfago e tumores de cabeça/pescoço, que envolvem laringe, orofaringe e cavidade oral. “Isso sem falar de outros males associados ao uso prolongado do cigarro: Acidente Vascular Cerebral, diabetes, hipertensão impotência sexual e doenças respiratórias como bronquite, asma e pneumonia são alguns. Todos esses quadros citados podem piorar e/ou agravar o quadro de Covid-19”.

Apesar do número de fumantes no Brasil ter caído 38% nos últimos 13 anos, conforme pesquisa do Ministério da Saúde, a oncologista clínica do Cetus se diz preocupada com outro dado: entre os que continuam fumando, 34% declararam a um levantamento recente da Fiocuz terem aumentado o consumo durante a pandemia. Ainda de acordo com o estudo, este crescimento está associado à deterioração da saúde mental dos tabagistas, com piora de quadros de depressão, ansiedade e insônia. “Esse é um cenário muito preocupante, visto que o hábito certamente irá permanecer após a quarentena, já que a nicotina é altamente viciante”. E a médica tem razão quanto ao poder de dependência que a substância causa ao organismo. Ao ser absorvida, a nicotina atinge o cérebro entre 7 e 19 segundos, liberando substâncias químicas para a corrente sanguínea que levam a uma sensação de prazer e bem-estar. “Essa sensação faz com que os fumantes usem o cigarro várias vezes ao dia. Nesses momentos de turbulência e incertezas que estamos vivendo, ele [o cigarro] acaba se tornando uma válvula de escape, infelizmente perigosa, cujos danos são silenciosos e podem prejudicar o organismo durante anos sem que o usuário perceba. Sendo assim evitar o tabagismo ou suspendê-lo o mais precocemente possível favorece diretamente a prevenção e os riscos relacionados. A prevenção ainda é o melhor caminho.”

Tratamento pelo SUS

Desde 2002, o Ministério da Saúde, juntamente com as secretarias estaduais e municipais de Saúde, vem organizando uma rede de unidades de saúde do SUS para oferecer tratamento do tabagismo aos fumantes que desejam parar de fumar mas não conseguem por conta própria.

Durante o processo também são fornecidos medicamentos gratuitos com o objetivo de reduzir os sintomas da síndrome de abstinência à nicotina. “Quem deseja largar o vício, mas não consegue, deve, o quanto antes, procurar o coordenador do controle de tabagismo no posto de saúde mais próximo de sua residência ou do trabalho, e se informar sobre o assunto. Essa é uma medida não só de adoção a hábitos saudáveis, mas, sobretudo, de sobrevivência”, finaliza a oncologista.

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