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14.11.2019
Fonoaudióloga explica cuidados que cantores devem ter para não comprometerem saúde da voz

Terapia preventiva é importantíssima para estes profissionais, não só detectarem alterações nas cordas vocais e/ou garganta de forma precoce como também para que eles desenvolvam suas potencialidades

 

Para um cantor o seu instrumento mais valioso é a voz, então, imagine como é horrível para esses profissionais perceberem que estão perdendo a intensidade desta, ou ainda, que apresentam algum problema nas pregas vocais, como rouquidão, nódulos, fendas e cistos. Essas complicações podem colocar fim a diversas carreiras, atingindo desde jovens iniciantes, porém, promissores, à celebridades já consagradas e estáveis no mundo da música.

A cantora Adele, por exemplo, ganhou destaque após ser diagnosticada com dificuldades na voz. Ela ficou um bom tempo longe dos palcos, e seus problemas estão diretamente ligados ao consumo de cigarros e bebidas alcoólicas. Em 2011, a britânica, de fama mundial, precisou fazer uma cirurgia a laser para reparar hemorragia e um pólipo. Por várias semanas, Adele foi obrigada a ficar em silêncio absoluto.

E engana-se quem pensa que o cantor deve procurar um ‘fono’ apenas nas situações em que sua voz está ameaçada, como da dona do hit ‘hello’. Segundo a fonoaudióloga Patrícia Lopes, da Fonolopes, com expertise no acompanhamento vocal de músicos de diversos estilos, a terapia preventiva é importantíssima para estes profissionais, não só na detecção precoce de alterações [nas pregas vocais e/ou garganta] como também para que eles desenvolvam suas potencialidades. “O cantor profissional praticamente não tem alta. Ele pode até dar um tempo da terapia, mas volta e meia, a voz precisa de manutenção. Assim como o jogador de futebol necessita do fisioterapeuta para se manter em sua plena forma física, o cantor depende do fonoaudiólogo para desempenhar seu trabalho, ou seja, ele é um atleta da voz”, afirma.

Entre os cuidados básicos com a voz que um cantor com agenda intensa de shows deve ter, Patrícia destaca o aquecimento e desaquecimento antes e depois de suas apresentações e o relaxamento  da musculatura. Neste processo o artista deve rodar os ombros para trás, alongar o pescoço para a direita e esquerda e fazer algumas manobras com a laringe, passando os dedos entre a garganta. Além disso é importante fazer exercícios universais, como vibrações nos lábios e de língua. “Essas técnicas deixam a musculatura mais elástica e irrigam a região da garganta para que o som saia com mais fluência”, destaca Lopes acrescentando que tais métodos não são aplicados a todos os casos. “A voz de cada pessoa tem características muito particulares, umas são mais graves, outras agudas. O melhor que o fonoaudiólogo tem a fazer é entender o tipo [de voz] do paciente para, assim, decidir, a seleção de exercícios”.

Ainda conforme Patrícia, quanto mais treinos o cantor desenvolver com sua voz, por meio dos exercícios com a ‘fono’, mais fortalecidos e alongados ficarão seus músculos vocais. Com isso ele terá facilidade ao cantar, independentemente do tempo de duração e local do show. “Os exercícios também ajudam a eliminar o pigarro, muco em excesso que se forma na garganta, podendo ser provocado pela presença de inflamação na região ou apenas por uma alergia, por exemplo.

Já após o show, quando a voz costuma ficar desgastada, a fonoaudióloga recomenda um desaquecimento vocal. Para isso, o cantor pode recorrer aos mesmos exercícios que usou para aquecê-la, porém ao contrário. “Se ele, ao aquecer, subiu a escala musical, na hora de desaquecer, fará o mesmo exercício, descendo o tom para voltar a voz ao estágio inicial de fala. Também é importante manter o silêncio depois do show para ajudar no processo de recuperação, afinal a voz demora cerca de 72h para recuperar a musculatura após ser usada de forma intensa”, explica.

Para finalizar, a especialista destaca a importância do músico não negligenciar os cuidados com sua ferramenta de trabalho. Caso esse descuido aconteça, o profissional tem uma chance enorme de ter lesões e patologias vocais. Por desconhecer as técnicas para emitir uma voz suave e limpa, ele ainda corre o risco de não conseguir cantar durante suas apresentações. “Um cantor sem voz, consequentemente, terá uma queda em sua agenda e pode, até mesmo, acabar com a carreira”, pontua.

Trocar a terapia regular com o fonoaudiólogo por métodos alternativos também não é eficaz. Lopes faz questão de enfatizar a inexistência de pesquisas que comprovem o uso de alimentos como o gengibre, café, leite quente, chá, mistura de limão e mel como benéficos para voz. “O que se sabe é que eles são anti-inflamatórios muito importantes para a pessoa que enfrenta gripes e alergias. São produtos que ajudam na nutrição do corpo, de forma geral, o que acaba beneficiando a voz. Mas para trabalhar, apenas a voz, o melhor a fazer é recorrer aos exercícios vocais, sempre com acompanhamento de um profissional”.

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