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26.08.2019
Dia do Psicólogo: conheça histórias reconstruídas a partir do acolhimento deste profissional

Psico-oncologista foi fundamental para que médica pediatra, recém recuperada de câncer de mama, se livrasse do medo de recidiva; ela também auxiliou funcionária pública, em tratamento contra tumor na coluna cervical, à ter uma postura menos controladora com familiares e cuidar mais de si

 

Muitos pacientes, ao serem diagnosticados com câncer, são tomados pelo temor da morte, principalmente devido aos estigmas relacionados à doença. Além disso, há aqueles que têm medo dos efeitos colaterais do tratamento ou mesmo depois de terem sido curados, ficam extremamente receosos com uma possível recidiva (volta da doença). É nessas horas que o acompanhamento psicológico torna-se fundamental para muni-los de subsídios emocionais e, assim, permitir que eles resgatem forças internas e enfrentem suas fragilidades com mais confiança, segurança e autoestima.

Esse ó caso da pediatra Daniela de Lima Gomes, 46 anos, que ao retornar da licença médica, após finalizar o tratamento contra um câncer na mama esquerda no Cetus BH [hospital dia especializado em tratamentos oncológicos], descoberto em agosto de 2018, se sentiu bastante insegurança, com medo da doença voltar. “Mesmo curada, eu tive pavor só de pensar na possibilidade de uma recidiva que me ausentasse novamente da rotina de trabalho”, conta.

Para se livrar desse transtorno, o oncologista de Daniela sugeriu que ela buscasse um acompanhamento com a psico-oncologista do hospital, Adriane Pedrosa. Foi aí que a médica pediatra se deparou com o alicerce que tanto precisava. “Ela [Adriane] conseguiu tirar esse medo que eu tinha de que tudo acontecesse novamente. Através deste acompanhamento, me tornei mais otimista e passei a olhar os fatos pela ótica da realidade, afinal o tumor foi diagnosticado precocemente, por meio de um simples exame de rotina. Sequer houve necessidade de quimioterapia. Então, as chances de cura definitivas eram muito grandes”, afirma Gomes.

Enquanto Daniela buscou auxílio psicológico para superar os traumas pós-doença, a situação da oficial de apoio a saúde, Wandelcy Gonçalves Branco, 58 anos, foi oposta. Ela precisou do amparo de Adriane ainda em tratamento para amenizar uma característica comportamental muito evidente em sua personalidade. “Durante toda a minha vida eu sempre fui muito controladora: já carreguei o problema de todos nas minhas costas. Queria cuidar da vida dos netos, dos genros, noras, dos meus três filhos. E esse comportamento ficou ainda mais acentuado após a morte do meu marido, há dois anos. Desde então, me tornei a base da família, aquela sempre pronta para resolver os dilemas de todos”, conta.

Ao mesmo tempo em que ‘exerce’ a função da típica ‘mãe-coragem’, Wandelcy convive com um câncer na coluna cervical. “Estou em tratamento desde 2012. A princípio tive [câncer] na mama esquerda. Porém, ela foi retirada. Posteriormente tive algumas metástases na coluna cervical. Já é a terceira recidiva”. Devido à doença, manter-se no sustento do seio familiar e ser vista como aquela que é base de todos, nem sempre é fácil. Às vezes, é uma carga pesada, que Gonçalves começou a ter dificuldade extrema em suportar. “Em alguns momentos já senti uma necessidade absurda de ter uma caixa para gritar dentro dela, desabafar. Essa caixa para mim, hoje, é o psicólogo. Ao procurá-lo, pude rasgar o véu que me encobria e mostrar todas as minhas fragilidades”, afirma.

Wandelcy, que atualmente já teve alta do serviço de psico-oncologia, mas prossegue com o tratamento oncológico, revela que esse acompanhamento foi essencial para mostrá-la que cada pessoa pode e deve ser herdeira de si mesma. “Era esse desapego que eu precisava de praticar, ou seja, deixar cada um seguir o curso natural de sua vida”, afirma a funcionária pública acrescentando não descartar a procura por Adriane se sentir uma nova necessidade. “Ela deixou as portas abertas. Se em algum momento eu não conseguir resolver as minhas próprias questões, ligo e grito help”.

Para a psico-oncologista, a maior recompensa ao acolher as pessoas nos momentos de fragilidade é justamente o fato de perceber que seu trabalho deixa a caminhada do paciente mais leve e que ele pode se tornar capaz de carregar algo que é seu, porém com resiliência. “Quando alcançamos essa capacidade de enfrentar o momento, atingimos a tão falada ‘superação’, que não é somente vencer a doença, mas sobretudo como conviver com ela da melhor forma possível”, ressalta Adriane, acrescentando que cada paciente deve ser tratado de forma singular, já que as demandas de cada um são diferentes e plurais. “Eu apenas irei ajudá-lo à descortinar o problema, ou seja, abri-lo e servir de ferramenta para que ele busque aquilo que deseja encontrar”.

 

 

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