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17.12.2019
Depressão de final de ano: é possível não senti-la?

Segundo psicóloga, segredo para quem deseja minimizar sensação de depressão que pode surgir nesta época de festas ou não ser tomado por onda exacerbada de consumo só para se sentir inserido socialmente, é entender que verdadeira felicidade não é algo tangível, que se compra ou vem de fora

Estamos há pouco mais de uma semana para o Natal e duas para o Ano Novo. Nesta época a felicidade parece estar no ar. As propagandas vendem a ideia de que deve-se ficar feliz neste período. Somada a elas, existe ainda a pressão da família, dos colegas e dos amigos, o que acaba acarretando, no fim de mais um ano, em um desgaste paradoxal: pessoas ficam infelizes porque se sentem na obrigação de estarem “bem”, “para cima”. Prova disso é que um estudo do departamento de psicologia, da Yale University, nos EUA, revela que a taxa de suicídio quase dobra em dezembro: de 34 para 62 por milhão de pessoas.

Segundo a psicóloga do Cetus Oncologia, Adriane Pedrosa, [hospital dia especializado em tratamentos oncológicos, com sede em Betim e unidades e Belo Horizonte e Contagem], essa depressão de final de ano pode acontecer devido ao simbolismo que o período carrega. “Nesta época as pessoas costumam refletir sobre tudo que fizeram. Geralmente quando o saldo não é muito positivo, elas tendem a se frustrar, ficarem mais tristes. Muitas, inclusive, acabam sucumbindo pois não conseguem se deparar com essa fragilidade e o sentimento de impotência ou fracasso”.

A especialista ainda acrescenta que o mundo de aparências das redes sociais também pode despertar um sentimento de exclusão em várias pessoas que não se sentem envolvidas pelo midiático ‘espírito natalino’.  “Elas [as redes sociais] vendem muitos clichês. O comércio, de modo geral, se apropria disso e cria a necessidade do consumo exagerado. Com isso, a sensação que se tem é de que a felicidade só está naquilo que aparece, no closed cheio de roupas de marcas, nos posts mostrando as viagens caríssimas. Quem se sente a margem desse sistema opressor, infelizmente, fica mais vulnerável”, ressalta Pedrosa acrescentando que há, também, os casos em que as pessoas acabam comprando em excesso, nestas datas, apenas para camuflar as tristezas, decepções e inseguranças diante da vida.

Para Adriane, o segredo para quem deseja minimizar a sensação de depressão que pode surgir nesta época de festas ou não ser tomado por essa onda exacerbada de consumo só para se sentir inserido socialmente, é entender que a verdadeira felicidade não é algo tangível, que se compra ou vem de fora. “Quem está se sentindo vazio por achar que a felicidade é medida por aquilo que temos e não somos, deve, começar aos poucos, ter pequenas atitudes de gentileza no dia a dia, inclusive com pessoas desconhecidas, e não focar apenas em si”. O trabalho voluntário em instituições filantrópicas, segundo Pedrosa, pode ser uma alternativa nesse caminho. “Quando ajudamos os outros de forma genuína, começamos a nos sentir mais úteis e a buscar os pequenos prazeres em algo que está dentro de nós e não nas circunstancias ou nos outros”

De acordo com a psicóloga, a partir do momento em que desenvolvemos essa postura humana, vamos nos nutrindo com sentimentos mais positivos, capazes de preencher a alma, como o amor, bondade, resiliência. “Olhar para o outro pode ser a chave que precisamos para abrirmos uma nova porta e enxergarmos as forças necessárias para superarmos insucessos, traumas e até perdas”, finaliza.

 

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