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12.06.2020
Covid-19 provoca queda de 30% nas doações em hemocentros de Minas

Para hematologista, embora alguns tipos, como o O-, costumam sempre ficar em estado crítico, doações de qualquer categoria sanguínea são sempre bem vindas; cada pessoa, ao doar, pode salvar outras quatro vidas

 

A necessidade de isolamento social devido à pandemia de Covid-19 trouxe o receio da população em manter o hábito de doar sangue, o que fez com que os estoques usados para pacientes que sofrem de outras doenças e precisam passar por procedimentos que dependem das transfusões caíssem significativamente, segundo apontou a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH). Em Minas Gerais, a queda nos hemocentros já chega a 30% e os estoques estão críticos. Por isso, a tradicional campanha ‘Junho Vermelho’, que conscientiza sobre a importância deste gesto nobre, nunca foi tão fundamental.

De acordo com o hematologista Gustavo Henrique Romani Magalhães, que faz parte do corpo clínico do Cetus Oncologia [hospital dia especializado em tratamentos oncológicos com sede em Betim e unidades em Belo Horizonte e Contagem], a escolha de junho para ser o período de conscientização sobre a doação de sangue não é aleatória: o sexto mês do ano é considerada a época de maior escassez nos estoques, que registram uma diminuição no número de doadores no Brasil. “Há ainda um aumento da incidência de infecções respiratórias, propiciado pela queda das temperaturas. Com isso as pessoas se recolhem e ficam menos propensas a sair de casa. O fato de estarmos em isolamento social também acaba sendo outro dificultador”.

Ainda segundo Gustavo, embora alguns tipos, como o O-, costumam sempre ficar em estado crítico, doações de qualquer categoria sanguínea são sempre bem vindas. “Para doar, a pessoa precisa ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 quilos e estar bem de saúde. Já aquelas com febre, gripe ou resfriado, diarreia recente, grávidas e mulheres no pós-parto ficam proibidas temporariamente de fazer a ação”, explica

Outro motivo apontado pelo hematologista para que as pessoas se sintam estimuladas ao ato é a confiabilidade do procedimento. Os hemocentros adotam todas as normas de segurança, entre elas o uso de materiais descartáveis. “Antes da doação a pessoa também passa por uma triagem para saber, por exemplo, se ela usa algum tipo de medicamento ou tem condição clínica que porventura impeça a doação”, ressalta. A quantidade do sangue a ser doado para homens é 9ml/Kg e em mulheres 8ml/Kg. “Cada pessoa, ao doar, pode salvar outras quatro vidas. Isso porque o sangue coletado pode se transformar em diversos hemocomponentes: concentrado de hemácias e unidades de plaquetas são alguns. O plasma também pode ser retirado na doação. Todos esses hemocomponentes podem ser direcionados para pessoas com problemas de saúde distintos.”, explica.

Este último, por exemplo, tem sido apontado, de acordo com estudo liderado pela ONG norte americana Mayo Clinic, como seguro para tratamento de pacientes com quadro grave Covid-19. Entretanto ainda não há consenso sobre o método, que encontra-se em fase de testes clínicos. Alguns pacientes infectados já recebem o tratamento com o uso de plasma sanguíneo de outros já curados do coronavírus. Agora os pesquisadores monitoram se o método vai gerar o resultado esperado.

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