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24.11.2020
Conheça os riscos de usar antibióticos de forma incorreta

Medicamento para tratar infecções bacterianas só pode ser comprado com receita médica. Paciente também deve respeitar intervalo entre doses e consultar farmacêutico, ou médico sobre risco de interações com outros remédios

De acordo com relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil apresenta uma média superior aos países da Europa em relação ao uso de antibióticos, com 22,75 doses por dia. O risco é que a ingestão indiscriminada desse tipo de medicamento, seja por escolha do paciente ou sob prescrição médica, possa causar uma série de efeitos colaterais como náuseas, vômitos, diarreia, reações alérgicas, entre outras condições.

Pensando nesses perigos, todos os anos a OMS promove, entre os dias 18 e 24 de novembro, a Semana Mundial de Conscientização Sobre o Uso de Antibióticos. O objetivo da ação é aumentar a conscientização sobre a resistência microbiana e incentivar as melhores práticas entre o público em geral, trabalhadores da saúde e formuladores de políticas para prevenir o surgimento e a propagação de microrganismos resistentes aos antimicrobianos.

De acordo com a farmacêutica Cláudia Fonseca, coordenadora de farmácia do Cetus Oncologia [hospital dia especializado em tratamentos oncológicos com sede em Betim e unidades em Belo Horizonte e Contagem], o primeiro ponto importante que deve ser considerado sobre os antibióticos, prescritos para tratarem diversas infecções bacterianas, é que a venda só pode ser realizada mediante apresentação e retenção da receita médica. Além disso existe um registro pelo Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) através do qual toda farmácia ou drogaria, responsável por ofertar o medicamento deve fazer um registro de uso e venda, tanto de quem comprou quanto do remédio utilizado. “Essa medida é necessária para coibir a comercialização indiscriminada e melhorar a eficiência e segurança no processo dos registros de movimentação de compras e vendas de medicamentos com retenção de receita”, pontua.

Ainda segundo a farmacêutica é importante também que o uso do antibiótico, após comprado, seja feito de forma correta. “Se o medicamento é prescrito de oito em oito horas e o paciente deixa de cumprir esse horário atrasando a segunda dose em 60 minutos, ele deve recalcular as próximas oito horas para as doses subsequentes a partir do novo horário em que tomou o remédio e não ter como base a programação inicial”, explica.

Outro risco do uso incorreto de antibióticos acontece quando o paciente resolve interromper o tratamento antes que seu ciclo se complete por deixar de sentir os sintomas logo nas primeiras doses. Mais grave ainda é ele retomar o uso por conta própria após os sintomas voltarem. “Essa atitude pode fazer com que as bactérias fiquem resistentes à ação do remédio. Como resultado, eles se tornam ineficazes e as infecções persistem no organismo, sendo necessário a prescrição de outras classes de antibióticos para combater a doença”, enfatiza Cláudia.

Também é necessário consultar o farmacêutico sobre qual a melhor forma de tomar o antibiótico. Se, por exemplo, com o estômago cheio ou vazio, e qual a quantidade de água que deve ser usada. “O ideal é um copo cheio d’água de aproximadamente 200ml”.

Por fim, Cláudia Fonseca faz outro alerta: o risco das interações medicamentosas entre antibióticos e demais remédios utilizados no tratamento de pacientes com doenças, como câncer, diabetes, hipertensão arterial, enfermidades respiratórias crônicas, entre outras. “Um paciente com câncer, por exemplo, diagnosticado com uma infecção bacteriana, que irá fazer uso de antibiótico, deve se submeter a avaliação de possível interação medicamentosa, processo que ocorre quando os medicamentos utilizados no tratamento oncológico e aquele que será utilizado para tratar a infecção bacteriana interagem entre si. Essa ‘mistura’ pode ocasionar em perda de eficácia ou potencialização do efeito de algum deles, o que impacta no tratamento. O farmacêutico pode auxiliar na identificação das possíveis interações e avaliar, junto com o médico, a melhor conduta terapêutica”, finaliza.

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