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05.05.2017
Como conciliar carreira e maternidade?

Segundo consultora em desenvolvimento de pessoas, essa decisão é exclusiva da mulher. Ela é livre para assumir ou não múltiplas funções e jamais deve ser julgada caso decida se afastar do trabalho para se dedicar integralmente aos filhos

Engana-se quem pensa que as mulheres devem ser vistas apenas como “belas, recatadas e do lar”. Isso porque cada vez mais aumenta a entrada feminina nos postos de trabalho. Pesquisas apontam que em 2007 elas representavam 40,8% do mercado formal e em 2016 passaram a ocupar 44% das vagas. Entretanto, junto a esse crescimento, mesmo que tímido, um dilema também começa a se tornar mais evidente no cotidiano de muitas: como conciliar carreira profissional e maternidade?

        Segundo a consultora em desenvolvimento de pessoas Tânia Zambelli, com mais de 30 anos de carreira e experiência nas áreas de gestão de RH e consultoria organizacional, essa pergunta não é indecifrável e tampouco um “bicho de sete cabeças” como muitos imaginam. “A conciliação vai depender, principalmente, de organização, tanto da mulher quanto de seu parceiro, afinal a premissa de que nós [mulheres] devemos ser multitarefas é ultrapassada e machista. Não precisamos ser onipotentes: donas de casa, esposas e profissionais perfeitas. Hoje somos parceiras dos nossos companheiros. Isso significa que eles dividem conosco as mesmas tarefas, num projeto comum de ambos, o da família”, enfatiza. Por isso é supernormal, conforme exemplifica a especialista, que o marido também faça os serviços que antes eram vistos como específicos da mulher, como pegar a criança na creche, levar ao médico, trocar fraldas ou ir a uma reunião da escola.

Já para aquelas que, devido à ausência do homem, exercem dupla função, ou seja, são “pães” (pais e mães ao mesmo tempo), o medo de não conseguir dar conta da vida profissional e desempenhar, paralelamente, o papel materno também deve ser suprimido. “Não existem problemas sem solução. Hoje é possível contar com o apoio de familiares, babás e creches qualificadas no horário em que a mulher está na empresa. Isso sem falar que muitas organizações estão apostando na flexibilidade, com horários de trabalho mais acessíveis, que permitem à funcionária passar mais tempo perto dos filhos, sem que isso comprometa sua produtividade”, cita Tânia, acrescentando que até as novas tecnologias (smartphones, tablets, computadores pessoais) podem ser importantes aliados, permitindo que muitas profissionais trabalhem em casa, na modalidade de home-office, principalmente em casos urgentes que as impeçam de comparecer à empresa. “No mundo atual não faltam exemplos de executivas bem sucedidas, que mesmo tendo que se desdobrarem para cuidar dos filhos e fazer o papel de mantenedoras do lar, se saíram superbem”, pontua.

Tânia ainda ressalta que a maternidade, ao invés de ser um empecilho profissional, pode até mesmo agregar valores para a carreira. “Muitas mulheres após se tornarem mães desenvolvem ou aperfeiçoam habilidades como organização, paciência e tolerância e, com isso, aumentam suas chances de galgarem novos cargos.” Há ainda aquelas que conquistam uma característica preciosa com a chegada dos herdeiros: a capacidade de delegar. Isso porque, segundo a consultora, ao ser obrigada a entregar o filho aos cuidados de uma babá ou creche, a mulher precisa ensinar e confiar no trabalho dos outros, o que também é um ponto interessantíssimo para seu crescimento profissional.

Liberdade de escolha

Da mesma forma que conciliar carreira e maternidade não deve ser visto como um ato grandioso de heroísmo, a decisão daquelas que optam por deixar de lado a vida profissional para se dedicarem inteiramente aos filhos jamais deve ser julgada. Tânia Zambelli é taxativa ao afirmar que todas as mulheres têm liberdade de escolher que rumos que vão tomar após se tornarem mães. “Existem casos, e não são poucos, em que a mulher decide tirar um período sabático para cuidar da criança ou simplesmente parar de trabalhar por dois, três anos, até que o filho cresça. Todas as escolhas são possíveis e nenhuma delas é errada ou equivocada. O que ela [a mulher] deve priorizar, independentemente dos caminhos pelos quais passar, é sua felicidade e qualidade de vida. Se o que a faz mais feliz, no momento, é dedicar-se 100% ao bebê, que assim seja. O que não podemos fazer é criar modelos, como se todas as mulheres tivessem a obrigação de assumir múltiplas identidades. O mais importante é que elas sejam o que quiserem: mães e empreendedoras, somente mães ou apenas empreendedoras. Essa é a tônica do mundo moderno”, finaliza.

 

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