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10.08.2020
Cetus Oncologia e Socor firmam parceria para realizar transplantes de medula óssea em BH

Juntos, hospitais irão auxiliar no tratamento de pacientes com doenças sanguíneas, como leucemia, linfomas, mielomas, aplasia de medula, entre outras

O Cetus Oncologia [hospital dia especializado em tratamentos oncológicos com sede em Betim e unidades em Belo Horizonte e Contagem], acaba de firmar parceria com o Hospital Socor para realizar transplantes de medula óssea à pacientes com doenças sanguíneas, como leucemia, linfomas, mielomas, aplasia de medula, entre outras.

Na aliança que agora se forma e em breve será colocada em prática, o primeiro irá disponibilizar equipes médicas, dispondo sua experiência, capacitação técnica e know-how no cuidado integrado. Já o Socor, cuja localização privilegiada no Barro Preto permite acesso fácil e rápido a várias regiões de Belo Horizonte, será a sede do projeto e disponibilizará 11 leitos dedicados aos transplantes e tratamentos. “O Socor é o primeiro hospital da rede privada autorizado a realizar todas as modalidades de Transplante de Medula Óssea de Minas Gerais. Com mais de 13 anos de experiência neste tipo de transplante, nos tornamos destaque não somente pelos procedimentos, mas também pelo alto nível de nossa estrutura e pelos baixíssimos índices de infecção”, afirma o diretor administrativo da unidade, Roberto Brant.

Ainda de acordo com Brant, esta parceria é um importante avanço para Minas Gerais e irá promover experiências de conexão extrema entre as equipes de saúde com as necessidades de cada paciente, garantindo acolhimento, conforto e cuidado individualizado.

Conheça o procedimento

 

De acordo com hematologista Gustavo Henrique Romani Magalhães, profissional do Cetus que irá coordenar as equipes médicas nos procedimentos de transplante, a medula óssea é um tecido localizado dentro dos ossos, principalmente os que estão na bacia.   Ele é hematopoiético, ou seja, produz as células sanguíneas [hemácias, leucócitos e plaquetas], fundamentais para funções consideradas vitais. As hemácias, por exemplo, transportam o oxigênio dos pulmões para as células de todo o organismo. “Quando o paciente é diagnosticado com uma doença que afeta esse importante tecido, como a leucemia, terá a produção de células sanguíneas comprometidas. Com isso pode ser necessário, em algum momento do tratamento receber uma nova medula óssea para curar ou controlar a enfermidade. Daí a necessidade do transplante, no qual o tecido doente é   substituído por outro sadio”, explica.

Ainda segundo o hematologista existem diferentes tipos de transplante. No autólogo as próprias células-tronco hematopoiéticas do paciente são coletadas por aférese e congeladas. Em seguida ele é internado e submetido a sessões de quimioterapia ou radioterapia para que a sua medula óssea seja destruída. Após a quimioterapia ou a radiação estarem finalizadas, as células anteriormente colhidas são infundidas no paciente, no local onde a medula estava situada, e passam a fazer o papel que ela [a medula] desempenhava na produção de células sanguíneas. “O transplante alogênico, por sua vez, funciona da mesma forma. Só que neste caso as células-tronco hematopoiéticas vêm de um doador, idealmente um irmão ou irmã com composição genética semelhante”, completa Magalhães.

Caso o paciente não tenha um doador aparentado compatível, [a chance de compatibilidade é de 25-30% em irmãos] ele pode contar com a ajuda dos bancos de medula óssea, que registram doadores do Brasil e de outras partes do mundo. “Aqui no Brasil temos o Registro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). Ele é, hoje, o terceiro maior registro de doadores de medula óssea do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da Alemanha, e representa, para os pacientes brasileiros, a maior chance de encontrar um doador não-aparentado”.  Gustavo também destaca que o Redome é interligado a bancos de células-tronco do mundo inteiro. “Quando a medula compatível ao paciente não é encontrada aqui [no Brasil], os bancos de outros países são acionados”.

Apesar de ser mais difícil achar um doador não-aparentado compatível (um a cada 100 mil), Gustavo ressalta que a busca não é impossível. O grande entrave, segundo o médico, é justamente o tempo de espera por essa ajuda. “Um paciente com problemas cardíacos pode esperar por mais tempo normalmente, para receber um transplante cardíaco. Esse prazo, porém, não é o mesmo para transplantes decorrentes de doenças hematológicas. Elas acometem o organismo com mais rapidez”.

Uma vez que o doador foi encontrado, o processo de doação  é bem seguro e as complicações para quem doa são raras. Já as possíveis intercorrências para o receptor estão atreladas à própria doença e ao tipo de transplante. “Um dos possíveis problemas é o risco de infecções ou o surgimento da doença enxerto-contra-hospedeiro (DECH), que ocorre quando as células do doador (o enxerto) reagem contra o organismo do paciente (o hospedeiro), mesmo que o primeiro seja um irmão ou irmã”, explica Magalhães  acrescentando que a DECH pode se manifestar de forma aguda ou crônica. A primeira costuma acorrer nos primeiros 60 dias após o transplante e pode comprometer a pele, fígado ou trato gastrointestinal. A forma crônica pode surgir até um ano depois do transplante e comprometer vários órgãos, como olhos ou pulmão. “Entretanto essa doença, na maioria dos casos, é controlada.” Há ainda a possibilidade [embora rara] do organismo do paciente rejeitar a nova medula transplantada. “Essa rejeição pode ser controlada quando o paciente usa medicamentos durante pelo menos um ano depois do transplante. Passado esse período, os remédios começam a ser retirados gradativamente”, completa.

Como ser um doador de medula óssea

        

Os interessados em doar medula óssea devem procurar os hemocentros de seus estados para se cadastrarem – no caso de Minas Gerais, o Hemominas. Além disso, será necessária a coleta de uma amostra de sangue (5 ml) para testes de tipificação HLA, fundamental para a compatibilidade do transplante. Estes dados serão incluídos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) e, em caso de identificação de compatibilidade com um paciente, o doador será contatado para realizar outros testes.

Outros requisitos necessários são: idade entre 18 e 55 anos, bom estado de saúde, não ter doença infecciosa transmissível pelo sangue (como HIV, toxoplasmose, anemia congênita ou hepatite), não apresentar história de doença neoplásica (câncer), hematológica ou autoimune, como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide.

Durante o transplante, retira-se de 10 a 15% da medula do doador e 15 dias após a doação, a pessoa terá a reposição completa do tecido líquido-gelatinoso. O doador ainda poderá fazer outra doação, caso seja do seu interesse, depois de seis meses da última cirurgia.

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