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28.08.2020
Cautela: a palavra do momento

Começou na última segunda-feira (24) um novo e esperançoso capítulo no demorado processo de flexibilização das atividades econômicas de Belo Horizonte. Após mais de cinco meses de portas fechadas, bares e restaurantes da capital mineira puderam reabrir de segunda a sexta-feira, de 11h às 15h, apenas para almoço. Agora, a partir do próximo dia 4, eles terão seu horário de funcionamento ampliado. Nas duas primeiras sextas-feiras do mês nove, (4 e 11) os estabelecimentos poderão operar também de 17h às 22h. Já nos dias 5 (sábado), 6 (domingo), 12 (sábado) e 13 (domingo) a abertura será de 11h às 22h. Em todos esses novos horários será permitida a venda de bebidas alcoólicas, o que não estava autorizado até então.

É óbvio que o cenário é promissor, principalmente depois de um longo período de portas fechadas que dizimou, só em Belo Horizonte, quatro mil empresas do setor de alimentação fora do lar e mais de 30 mil empregos. Porém, ainda não é momento de comemorar. É preciso cautela.

Cautela porque nós, empresários, encontraremos um mercado completamente diferente daquele ao qual estávamos acostumados no dia 19 de março, última vez em que abrimos nossas portas com segurança. O movimento das casas não será o mesmo de antes, visto que a pandemia ainda não passou, o que inibe a população de retomar os antigos hábitos, entre eles a cervejinha pós-expediente.

Cautela porque os bares e restaurantes poderão funcionar com horários limitados e com redução do número de clientes, o que naturalmente impacta na queda do faturamento. Esse déficit, entretanto, não significa que as despesas serão necessariamente reduzidas: os compromissos com os fornecedores continuam. Vários estabelecimentos, inclusive, terão que honrar os boletos atrasados que não puderam ser pagos nos últimos 150 dias. As negociações de alugueis não terão descontos tampouco flexibilidade. O pagamento de impostos também permanece tal como era antes, sem nenhum tipo de isenção. A Prefeitura de Belo Horizonte, por sinal, não fez questão de abonar o IPTU ao longo destes cinco meses em que ficamos fechados.

Outras despesas que devem ser colocadas no papel são os pagamentos dos funcionários e aquelas relacionadas à adequação aos protocolos sanitários: álcool em gel 70%, materiais de limpeza e novos formatos de cardápio são alguns.

É lógico que cada empresa tem a sua realidade financeira e administrativa. Porém, antes da reabertura é imprescindível que todas coloquem no papel os prós e contras deste ‘novo normal’.

Agora, mais do que comemorar a volta, é necessário cautela e sabedoria para que ações impensadas e gastos desnecessários não sejam a pá de cal que faltava para enterrar um empreendimento justo no momento em que um feixe de luz aparece no fim do túnel. Fica a dica!

Ricardo Rodrigues – Presidente ABRASEL-MG e Coordenador da Frente da Gastronomia Mineira

 

 

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