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24.07.2020
Câncer de cabeça e pescoço mata 10 mil por ano, segundo INCA

Segundo oncologista, quando doença é diagnosticada em estado avançado, chances de cura ficam em torno de 40%, enquanto probabilidade em tumores precoces pode chegar a 90%

Neste mês é celebrado o ‘Julho Verde’, campanha que tem o intuito de chamar a atenção para a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a cada ano surgem 43 mil novos casos de tumores que envolvem essas regiões do corpo humano enquanto o número de mortes chega aos 10 mil.

O cenário pode ser ainda pior neste 2020, já que estamos no meio de uma pandemia. O medo da população de procurar ajuda médica pode contribuir para um diagnóstico tardio, o que diminui as chances de cura. “Quando a doença é diagnosticada em estado já avançado, as chances de cura ficam em torno de 40%, enquanto a probabilidade em tumores precoces pode chegar a 90%”, exemplifica o oncologista clínico Charles de Pádua, diretor médico do Cetus Oncologia [hospital dia especializado em tratamentos oncológicos com sede em Betim e unidades em BH e Contagem].

Segundo Charles, vários órgãos são afetados pelo câncer de cabeça e pescoço, entre eles a laringe, responsável pela emissão do som, a fala. A faringe, a cavidade nasal e a tireoide, [glândula que fica localizada na parte anterior do pescoço, conhecida popularmente como gogó], também são suscetíveis à doença. Nesta última, porém, a incidência de câncer é maior em mulheres, sendo o quinto mais comum entre elas, conforme o Inca.

Sintomas variam de acordo com órgão afetado

Os sintomas dos cânceres de cabeça e pescoço variam de acordo com o órgão afetado. Pádua pontua que um dos sinais de um câncer de laringe, por exemplo, é a rouquidão duradoura por mais de três semanas, além da alteração do timbre da voz. “Tumores muito grandes nessa região também podem levar o indivíduo a ter dificuldade de respirar. Isso porque o ar passa pela laringe, até chegar à traqueia e, posteriormente, aos nossos pulmões”, explica o oncologista.

Na cavidade nasal, o sintoma mais comum é o sangramento. “Outro possível indício de câncer é o aparecimento de caroço no pescoço, nódulos não dolorosos, que podem, inclusive, ser vistos ou apalpados pelo próprio paciente”, destaca.

Sempre que qualquer alteração física surgir em órgãos compreendidos entre a cabeça e o pescoço, Charles recomenda a busca por um especialista para avaliação clínica, que muitas vezes pode ser feita por um médico ou dentista, sem a necessidade de equipamentos especiais. “Em caso de lesão suspeita, será solicitada uma biópsia ou exames de imagem, como tomografia ou ressonância magnética”.

Uma vez constatado o diagnóstico, o tratamento vai depender da localização, características e extensão do tumor, que pode incluir cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, realizadas isoladamente ou em combinação.

 

Fatores de risco

 

O diretor médico do Cetus Oncologia afirma que existem, basicamente, três fatores causadores do câncer de cabeça e pescoço: tabagismo, consumo excessivo de álcool e contaminação pelo vírus HPV. “Este último, por exemplo, é um importante fator de desenvolvimento do câncer de faringe. Uma das formas de contágio por essa infecção ocorre quando a pessoa com o papilomavírus (HPV) faz sexo oral sem proteção e em pessoas com múltiplos parceiros”, ressalta.

O perigo fica ainda maior quando esses fatores são associados. Pessoas que fumam há muito tempo, por exemplo, têm riscos 20 vezes maiores de desenvolverem algum câncer de cabeça e pescoço. Quando há também o consumo de álcool, essa chance sobe para 25 vezes.

Prevenção

 

Para prevenir o câncer de cabeça e pescoço, o oncologista é taxativo ao afirmar que o cigarro deve ser banido, assim como o consumo excessivo de álcool. “Já em relação ao HPV, alguns estudos demonstram que a vacinação feita nas meninas de 9 a 14 anos e nos meninos de 11 a 14 pode proteger da enfermidade. “O SUS, inclusive, fornece gratuitamente as doses”, explica. O mesmo, porém, não se aplica aos adultos. “Como a maioria deles já entrou em contato com o vírus, a vacina provavelmente não oferecerá proteção”.

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