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19.07.2019
Câncer de Cabeça e Pescoço deve atingir, até o fim deste ano, quase 15 mil pessoas no Brasil

Tabagismo, consumo excessivo de álcool e contaminação pelo vírus HPV são fatores que podem causar este câncer; diagnóstico precoce aumenta bastante chances de cura

Assim como outubro e novembro são tradicionalmente conhecidos como períodos de conscientização contra os cânceres de mama e próstata, respectivamente, julho também entra nesta lista. Isso porque neste mês a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) mobiliza as pessoas para a importância de se prevenir da enfermidade nestas regiões do corpo, em uma campanha conhecida como “Julho Verde”. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), são esperados para este ano 11.200 novos casos [de câncer de cabeça e pescoço] em homens e 3.500 em mulheres. O tumor é o segundo tipo de neoplasia de maior incidência entre eles e o quinto mais comum entre elas.

De acordo com diretor técnico do Cetus Oncologia, [hospital dia especializado em tratamento oncológico com sede em Betim e unidades em BH e Contagem], Charles Joseph de Pádua, vários órgãos são afetados pelo câncer de cabeça e pescoço. Um deles é a laringe, que nos ajuda a emitir o som, a falar. “Ela é um dos órgãos mais acometidos, depois da boca, onde também acontecem vários casos de câncer, como o de lábios, da língua”, ressalta. A faringe, a cavidade nasal e a tireoide, [glândula que fica localizada na parte anterior do pescoço, conhecida popularmente como gogó], também são suscetíveis à doença. Nesta última, porém, a incidência de câncer é maior em mulheres, sendo o quinto mais comum entre elas, conforme o Inca.

Os sintomas dos cânceres de cabeça e pescoço variam de acordo com o órgão afetado. Segundo Pádua, um dos sinais que pode chamar a atenção para um câncer de laringe, por exemplo, é a rouquidão duradoura por mais de três semanas, além da alteração do timbre da voz. “Tumores muito grandes nessa região também podem levar o indivíduo a ter dificuldade de respirar. Isso porque o ar passa pela laringe, até chegar à traqueia e, posteriormente, aos nossos pulmões”, pontua o oncologista.

Na cavidade nasal, o sintoma mais comum é o sangramento. “Além disso tudo, outro possível indício de câncer é o aparecimento de caroço no pescoço, nódulos não dolorosos, que podem, inclusive, ser vistos ou apalpados pelo próprio paciente”, destaca.

Sempre que qualquer alteração física surgir em órgãos compreendidos entre a cabeça e o pescoço, Charles recomenda que o paciente procure um especialista para avaliação clínica, que muitas vezes pode ser feita por um médico ou dentista, sem a necessidade de equipamentos especiais. Em caso de lesão suspeita, será solicitada uma biópsia ou exames de imagem, como tomografia ou ressonância magnética.

Uma vez constatado o diagnóstico, o tratamento, por sua vez, vai depender da localização, características e extensão do tumor, que pode incluir cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, realizadas isoladamente ou em combinação.

Especificamente para os pacientes com câncer de boca, o Cetus Oncologia oferece atendimento com a dentista estomatologista Fernanda Fonseca, cujo trabalho é tratar possíveis feridas e lesões na região decorrente das sessões de quimioterapia. “As chances da quimio causar danos à cavidade oral acentuam-se dependendo da idade do paciente. De uma maneira geral, 40% deles [dos pacientes] desenvolvem efeitos colaterais na boca devido a ‘agressão’ que os medicamentos do câncer provocam no organismo. Por isso, a quimioterapia deve ser iniciada concomitantemente com aplicações diárias de laser de baixa intensidade de potência na cavidade bucal”, explica Fonseca acrescentando que ao ser aplicado, o laser causa um efeito biológico positivo (processo chamado bioestimulação), o que evita o aparecimento das mucosites orais. Ainda segundo a especialista, os efeitos bioestimuladores desse tipo de laser atuam nas células da boca, aumentando a propriedade de cicatrização.

Fatores de risco do câncer de cabeça e pescoço

 

Dr. Charles Pádua afirma que existem, basicamente, três fatores causadores do câncer de cabeça e pescoço: tabagismo, consumo excessivo de álcool e contaminação pelo vírus HPV. “Este último, por exemplo, é um importante fator de desenvolvimento do câncer de faringe. Uma das formas de contágio por essa infecção ocorre quando a pessoa com o papilomavírus (HPV) faz sexo oral sem proteção e em pessoas com múltiplos parceiros”, ressalta o especialista.

O perigo fica ainda maior quando esses fatores são associados. Pessoas que fumam há muito tempo, por exemplo, têm riscos 20 vezes maiores de desenvolverem algum câncer de cabeça e pescoço. Quando há também o consumo de álcool, essa chance sobe para 25 vezes.

Prevenção

 

Para prevenir o câncer de cabeça e pescoço, Dr. Charles é taxativo ao afirmar que o cigarro deve ser banido, assim como o consumo excessivo de álcool. “Já em relação ao HPV, alguns estudos demonstram que a vacinação feita nas meninas de 9 a 14 anos e nos meninos de 11 a 14 pode proteger da enfermidade. O SUS, inclusive, fornece gratuitamente as doses”, explica. O mesmo, porém, não se aplica aos adultos. “Como a maioria deles já entrou em contato com o vírus, a vacina provavelmente não oferecerá proteção”, completa.

Pádua destaca ainda a importância do diagnóstico precoce. Segundo ele quanto mais cedo o tumor for detectado, maior a chance de garantir a velocidade do início do tratamento, aumentando assim as suas chances de sucesso em até 80%. Mas infelizmente não é isso o que acontece, na prática. “O diagnóstico tardio ainda ocorre em 60% dos casos e pode deixar sequelas. Esse dado só não é válido para os cânceres de tireoide, que a cada dia que passa são detectados precocemente”, finaliza.

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