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29.11.2019
Busca por exames contra câncer de próstata cresce 80% em hospital oncológico de BH

Segundo urologista, este aumento na procura está diretamente associado ao Novembro Azul, período em que prevenção à enfermidade ganha evidência

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), apontam que um em cada seis homens são diagnósticos com câncer de próstata no Brasil, doença que é a segunda principal causa de morte por câncer de pessoas do sexo masculino no país – cerca de 14 mil óbitos por ano. Os números servem de alerta para que ‘eles’ não deixem a saúde de lado. Apesar do alto índice da enfermidade, o levantamento mostra que metade dos brasileiros nunca foram a um urologista e só passam à procurar este médico especialista neste mês de novembro, período em que a prevenção ganha evidência por causa da campanha ‘Novembro Azul’.

A prova deste aumento de demanda pode ser percebida, por exemplo, no setor de urologia do Cetus Oncologia, [hospital dia especializado em tratamentos oncológicos, com sede em Betim e unidades em Belo Horizonte e Contagem]. Segundo um dos urologistas do hospital, José Marx Abi-Acl Xavier, o número de exames de toque retal e PSA, métodos de rastreamento do câncer de próstata, cresceram de 70 a 80% só neste mês de novembro na comparação com os demais. “É óbvio que este boom está diretamente associado ao Novembro Azul. Porém, independentemente do período, tentamos sempre conscientizar os homens de que a prevenção não deve acontecer apenas em novembro, mas sim durante todo o ano”, ressalta.

Ainda conforme Dr. José Marx Xavier, o exame de toque retal, que avalia o tamanho, forma e textura da próstata, juntamente com o PSA, substância produzida pela próstata e dosada no sangue, são recomendados para homens a partir dos 50 anos. Já para aqueles com fator de risco à doença, [histórico familiar de câncer de próstata ou homens da raça negra], a recomendação é que a prevenção comece aos 45. “Os níveis altos dessa proteína [PSA] podem ser indício de câncer. Entretanto, o aumento do PSA nem sempre significa que o homem tem ou terá a doença, pois essa alteração também pode estar relacionada a doenças benignas da próstata, como prostatites (inflamação na próstata) ou a hiperplasia prostática benigna (aumento benigno do tamanho do órgão)”, ressalta o especialista acrescentando que tanto o toque retal quanto o PSA devem ser feitos juntos. “Um complementa o outro na investigação. Quanto mais precoce for o diagnóstico, as chances de cura podem passar de 80%”.

Quando há alguma suspeita de lesão na próstata pelos exames de rastreamento, a biópsia é indicada para comprovar o diagnóstico de câncer. O próximo passo, diante da confirmação da doença, é partir para o tratamento que, conforme pontua o urologista, não é padronizado para todos os casos. “Cada paciente deve ser tratado individualmente. Em alguns casos, por exemplo, o tratamento com a cirurgia ou a radioterapia, podem ser indicados. Já em outros pode haver a possibilidade de um acompanhamento vigilante do tumor”, destaca. Nesta situação o paciente é submetido a dosagens periódicas do PSA e toque retal, além de biópsias seriadas, fundamentais para monitorar o avanço da doença. “A escolha do melhor método vai depender da idade do paciente e da classificação de risco do câncer”.

Por outro lado, nos casos mais complexos, onde a neoplasia é descoberta em uma fase mais avançada, uma única modalidade de tratamento não é suficiente. “Nestes quadros, o paciente pode precisar de uma cirurgia para retirar a próstata, juntamente com radioterapia, além do uso de hormonioterapia”, afirma o médico.

Por isso, fazer os exames preventivos anuais com um urologista é, ainda, a maneira mais eficaz de se precaver, visto que este câncer, geralmente, não apresenta sintomas em seu estágio inicial. “Quando eles aparecem, é sinal de que a doença está em uma fase mais avançada”.

Os danos de uma detecção não precoce, principalmente para os pacientes que fazem parte dos grupos de risco, segundo José Marx Xavier, são vários: há a possibilidade de obstrução do jato urinário, disfunções da bexiga e dos ureteres, [canais que levam a urina do rim para a bexiga], o que pode provocar alterações da função renal, além de sangramento na urina. “Em casos mais extremos, o câncer pode se espalhar para os ossos ou outros órgãos”, finaliza.

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