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04.08.2020
Autocuidado é prevenção mais importante para diversos tipos de câncer

Como muitos serviços de diagnóstico fecharam as portas para isolamento, comprometendo a realização de exames, oncologista destaca importância das pessoas estarem atentas a sinais do corpo, que podem ser indícios de doenças

Além de virar o mundo de cabeça para baixo, a Covid-19 trouxe à tona uma preocupação relacionada ao avanço de outra doença que mata, principalmente a longo prazo: o câncer. Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica e da Sociedade Brasileira de Patologia, junto aos principais serviços de referência do país, apontam que de 50 a 90 mil brasileiros podem ter deixado de receber a confirmação do tumor nos dois primeiros meses de pandemia. E isso acontece, principalmente, porque vários profissionais de saúde estão em quarentena; serviços de diagnóstico com as portas fechadas para proteção dos pacientes em período de isolamento, o que compromete a realização de exames; e inúmeros hospitais com leitos reservados para atender casos exclusivos de coronavírus. Isso sem falar do medo exacerbado de muitas pessoas que vêm evitando os centros de saúde neste momento.

Para a oncologista clínica Nara Andrade, que faz parte do corpo clínico do Cetus Oncologia [hospital dia especializado em tratamentos oncológicos com sede em Betim e unidades em Belo Horizonte e Contagem] todo esse cenário pode contribuir para o aumento de diagnósticos tardios e doenças em estágio avançado. “Quanto maior a demora para abordagem das doenças neoplásicas, maior será o número de casos inoperáveis. Desse modo as abordagens serão mais agressivas e com menor chance de cura”, explica.

Por isso, neste período de quarentena, em que as pessoas estão mais em casa e com limitações para irem aos hospitais, o autocuidado torna-se ainda mais importante. Uma série de medidas simples podem ser adotadas no dia a dia para que, tanto homens quanto mulheres, conheçam mais seus corpos e assim estejam atentos diante de qualquer sinal de anormalidade. “O autoexame das mamas, por exemplo, fundamental para detectar o câncer de mama ainda precoce, é uma das práticas mais conhecidas de autocuidado”, afirma a oncologista clínica. O ideal é que ele seja feito pelo menos uma vez por mês, preferencialmente sete dias após o término da menstruação. “Diante de qualquer alteração como mamilo retraído, veias crescentes, mudança no formato ou tamanho dos seios, nódulos, secreções e feridas na pele,  a mulher deve acender o sinal de alerta”, orienta Nara Andrade acrescentando que este método pode ser feito inclusive por jovens, já a partir dos 20 anos, mesmo que a incidência de câncer de mama nesta faixa etária seja praticamente rara. “Um autoexame completo é realizado em três etapas: a observação em frente ao espelho, a apalpação durante o banho e a apalpação deitada”.

O câncer de próstata, por sua vez, que segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) é o segundo mais comum entre os homens [atrás apenas do câncer de pele não-melanoma], com estimativa de quase 66 mil novos casos para este ano, também pode apresentar alguns sinais facilmente perceptíveis. Dificuldade de urinar, diminuição do jato de urina, necessidade urinar mais vezes durante o dia ou a noite e sangue na urina podem ser alguns indícios. “Na maior parte das vezes, esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico, caso apareçam e se tornem frequentes”, ressalta Nara.

Outro tumor que pode apresentar alguns sinais no corpo é aquele que origina-se nos pulmões: tosse, escarro com sangue, dor no peito, rouquidão, perda de apetite e pneumonia ou bronquite merecem ser analisados com um especialista quando acontecem de forma recorrente. “Esses sinais podem estar comprometendo, diretamente, a saúde desse importante órgão”.

Já sangue nas fezes, diarreia e prisão de ventre alternados, dor ou desconforto abdominal, fraqueza, e alteração na forma das fezes podem ser indícios de câncer de intestino. “Eles também estão presentes em problemas como hemorroidas, verminose, úlcera gástrica, entre outros. Devem ser investigados para o diagnóstico correto e tratamento específico”, completa Nara.

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