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05.05.2017
Aumenta procura de perucas artesanais por mulheres em quimioterapia

Segundo Ana Tompa, a mulher em quimioterapia se sente muito feliz ao usar peruca sob encomenda, feita com os cabelos parecidos ou iguais ao que ela tinha antes de ser afetada pelo câncer

Quem acompanhou a novela “A Lei do Amor”, da Globo, certamente viu a cena em que a personagem Letícia (Isabella Santoni), vitima de recidiva (volta da leucemia), recebeu uma peruca de presente da mãe, Helô (Cláudia Abreu), feita com os próprios cabelos da paciente, perdidos na primeira vez em que ela teve que se submeter a sessões de quimioterapia. A reação da garota, é claro, foi de contentamento, principalmente por descobrir que sua aparência não irá mudar bruscamente quando chegar a hora de esconder os indesejáveis sinais físicos decorrentes do tratamento contra o câncer.

A cena acima descrita, embora pertença ao universo fictício de uma telenovela, tem se tornado cada vez mais real no cotidiano de pacientes oncológicas, que ao precisarem usar perucas estão recorrendo a mais uma opção: às parecidas ou feitas com seus próprios fios.

Segundo Ana Tompa, sócia do Ntc Soluções Capilares by Wilma Perucas, esse aumento da utilização dos próprios cabelos tem uma explicação bem afetiva. “A peruca para a paciente que enfrenta uma quimioterapia não precisa ser necessariamente a mais moderna, com os cachos volumosos ou importada de um país de primeiro mundo. Ela pode se sentir bem mais feliz e com a autoestima elevada ao usar o acessório que resgate sua verdadeira identidade, ou seja, que se aproxime mais do visual que ela tinha antes da doença”, explica.

Ainda, de acordo com Ana, o Ntc recebe diariamente de três a quatro pacientes em quimioterapia que optam por perucas artesanais,

um aumento de 40 a 50% nos últimos 12 meses. Por causa dessa demanda, a peruqueira, que atua no mercado há mais de 30 anos, voltou a recorrer à produção manual de perucas. Esta técnica, por sinal, era o diferencial de sua mãe D.Wilma, que quando atuante na profissão, sempre confeccionou as melhores perucas e apliques do estado, como um complemento às peças importadas vendidas na empresa. “Não estamos abandonando a compra das perucas e próteses importadas e nem queremos colocá-las como coadjuvantes, já que a qualidade delas é inquestionável. É possível encontrar, com os produtos do exterior, uma solução já pronta muito parecida e algumas vezes igual aos cabelos perdidos pelo tratamento. Isso eu posso afirmar, pois somos a empresa mais antiga do mercado em Minas e temos muita expertise. Por outro lado não podemos ignorar essa busca atual das pessoas por materiais mais artesanais, produzidos perto de casa. E isso acontece em diversas outras áreas, não só no segmento capilar: seja através da preferência por uma alimentação menos industrial, da procura por serviços próximos da residência ou trabalho, e até mesmo do consumo de roupas produzidas na mesma cidade, etc.”

Relação de afeto

Para a empresária, ao confeccionar a peruca, é importantíssimo conhecer a história da cliente e o que aquele cabelo representa para ela.  “Estou lidando com vidas, emoções, sentimentos. Só assim consigo fazer meu trabalho da forma mais carinhosa e positiva possível”, revela.

Por fim, Ana explica que quem deseja usar uma peruca com o próprio cabelo deve cortá-lo o quanto antes. Isso porque todo o processo demora entre 10 a 15 dias para ficar pronto. “Quanto mais curto for este corte, mais se consegue aproveitar o comprimento dos fios. Todo o

procedimento é feito de forma manual e o cabelo será costurado a uma touca, com o molde da cabeça da mulher que irá usar a peruca”, explica a empresária.

A especialista ainda faz questão de ressaltar que o resultado é um visual que vai de encontro ao desejo inicial das clientes que procuram a loja com o anseio de resgatar a aparência “perdida” com a quimioterapia. “É até uma certa vaidade dizer isso, mas sinto um enorme orgulho por saber que as  minhas mãos são capazes de devolver o sorriso e a alegria à mulheres fragilizadas pela enfermidade. A alegria que sinto ao ver o sorriso delas quando recebem a peruca igualzinha ao cabelo que usavam não tem preço que pague”, finaliza a empresária

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