Sala de
Imprensa

Fechar
18.06.2020
Alimentos que melhoram a imunidade

Nutricionista clínica explica quais grupos de nutrientes são capazes de auxiliar  organismo, lutar contra infecções e aumentar resistência

 

Enquanto a vacina ou um tratamento realmente eficaz contra o coronavírus não são descobertos, investir na higienização das mãos e no distanciamento social é fundamental, mas a alimentação saudável é determinante para diminuir as chances de contaminação. Em caso de diagnóstico confirmado ela pode ainda contribuir para que o paciente sequer apresente sintomas e tenha um tratamento mais tranquilo.

Na entrevista abaixo, a nutricionista clínica Gisele Magalhães, responsável pelo atendimento à pacientes com câncer do Cetus Oncologia [hospital dia especializado em tratamentos oncológicos com sede em Betim e unidades em Belo Horizonte e Contagem] fala mais sobre o assunto.

As frutas cítricas são ótimos nutrientes para melhorar a imunidade? Por que?

As frutas cítricas são ricas em vitamina C, nutriente superimportante para o nosso sistema imune assim como as proteínas encontradas nas carnes, leite, ovos e derivados.

 

Quando pensamos em vitamina C, imediatamente a laranja vem à nossa cabeça. Qual a melhor forma de consumo desta fruta: in- natura ou por meio do suco?

A melhor forma é optar pelo consumo in natura da fruta. Quando você consome a laranja, além de ingerir vitamina C, ingere, também, suas fibras, importantes para equilibrar o intestino, principalmente neste período de confinamento em que nos movimentamos pouco.

 

O consumo dos polivitamínicos, [compostos alimentarem que reúnem vários grupos de nutrientes], é recomendado?

Os polivitamínicos só podem ser consumidos com orientação médica ou nutricional. Não é recomendado comprá-los por conta própria.

 

Outra dúvida: a versão natural do iogurte, feita apenas de leite e fermento lácteo, também pode contribuir para fortalecer o sistema imunológico?

Os iogurtes comprados em supermercado, de modo geral, têm uma variedade de aditivos. Esses aditivos são sempre mais nocivos para o nosso organismo. Por isso o iogurte natural, que é menos ultraprocessado, sem dúvida é mais saudável. Consequentemente ele vai auxiliar o sistema imunológico contra possíveis infecções.

 

Existe uma quantidade de consumo diária dos alimentos saudáveis que seja recomendada?

Essa quantidade vai variar conforme cada pessoa. Os pacientes com câncer, por exemplo, perdem muitos micronutrientes devido ao tratamento. Sendo assim vão precisar de determinados nutrientes, em quantidade maior. Entretanto, a recomendação básica de comermos entre três e seis frutas, diariamente, e uma refeição completa com arroz, feijão, verduras, legumes, carne ou ovo, tanto no almoço quanto no jantar, serve para toda a população em condições normais de saúde. Além disso é importante, ressalto, comer a comida mais natural possível e minimamente processada.

 

Desde que a pandemia de Covid-19 chegou ao Brasil, uma das recomendações é a hidratação intensa. Como a água é eficaz para prevenir o organismo de infecções?

O sistema circulatório funciona com mais eficácia quando o corpo está bem hidratado. Com isso aumenta a circulação de nutrientes e o metabolismo permanece saudável, em equilíbrio. Vale lembrar, também, que o nosso corpo é formado de 70% de água. Por isso é importante não deixar a hidratação de lado. Quando você se desidrata, pode ter alterações de temperatura, pressão arterial e diminuição do ânimo/bem estar. A água é fundamental para tudo isso. O ideal é que um indivíduo saudável beba de 1,5 a 2l por dia deste líquido precioso.

 

E o que você tem a dizer sobre uma alimentação rica em vegetais verdes-escuros, tão estimulada desde a nossa infância. Eles são ricos em quais nutrientes?

De modo geral, são ricos em ferro, vitamina K e do complexo B. As vitaminas do complexo B, por sinal, protegem bastante o organismo de processos inflamatórios e gripais, muito comuns neste momento que estamos vivendo. Já a vitamina K é importante para a coagulação do sangue. Vale lembrar que apesar de estarmos no meio de uma pandemia, não podemos esquecer de outras doenças como a dengue hemorrágica, que também pode matar. Por isso, para se proteger, é importante nutrir o corpo com esta vitamina [k]. Couve, chicória, taioba, agrião e rúcula são alguns exemplos de alimentos com esse nutriente.  Quando consumidos crus, são ricos tambem em vitamina C.

 

Alguns hábitos do dia a dia também podem reduzir a imunidade, como por exemplo o excesso de atividades físicos ou a prática de exercícios muito intensos, não é verdade?

Sim. Esse excesso gera um desgaste no organismo humano. Desgaste esse, muitas vezes, impossível de ser reposto. Se você está desgastado, certamente terá menos nutrientes capazes de protegê-lo. O ideal é optar pelos exercícios leves e moderados. Uma caminhada de 10, 15 minutos no quintal ou um alongamento em um dos cômodos da casa podem ser úteis para manter a atividade do corpo em dia e fugir do sedentarismo. Se você não souber exatamente o que fazer, vale buscar ajuda de algum profissional de educação física, capaz de orientá-lo sobre exercícios que podem ser feitos em casa.

 

Da mesa forma que o excesso de atividades físicas é prejudicial, uma noite mal dormida também é nociva à imunidade?

Demais!! Em uma noite mal dormida não conseguimos repor todas as energias que iriamos reconquistar no sono regular, de 8h. Com isso sentimos, no dia seguinte, a necessidade de buscarmos alimentos mais calóricos, energéticos, mas não necessariamente nutritivos, para repor aquilo que ficou perdido no sono. Além disso o cansaço gera uma queda de energia, o que deixa o organismo mais vulnerável.

Uma noite mal dormida provoca ainda alterações em dois dos nossos hormônios, o GH e o cortisol. O primeiro, por exemplo, é o hormônio do crescimento, ajuda na síntese de massa muscular. Quem tem perda de massa muscular ou não consegue fazer essa reposição de forma adequada, fica mais suscetível a infecções oportunistas.

 

Nesse momento de quarentena, as pessoas estão recorrendo bastante ao delivery para se alimentarem. É aí que mora o perigo, ou seja, o risco da alimentação desregrada, excessivamente calórica e ultraprocessada. É preciso ficar atento quanto a esse hábito?

Sim, sem dúvida. O delivery tem dois problemas. O primeiro é o risco de contaminação da Covid, que, embora menor, não deixa de existir, já que você terá contato com a embalagem de um produto  feito fora da sua casa O outro é o fato de que você, por não saber com certeza, quem prepara o alimento, pode ficar mais suscetível a um prato ultraprocessado, industrializado, com muitos corantes e aditivos químicos, principalmente quando comercializado pelas grandes marcas de fast-food.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA:

Agenda Comunicação Integrada

Jornalistas responsáveis:

Maíra Rolim – JP 8850- MG

Daniel de Andrade – RP 0020661-MG

(31) 3021-0204 | 9 8500-1358 | 9 9120-1068

www.agendacomunicacao.com