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13.11.2020
14 de novembro – Dia Mundial de Conscientização do Diabetes | Brasil é o 5º país do mundo com mais diabéticos

Primeiro passo para investigar a doença, muitas vezes silenciosa, é fazer o exame de glicemia

Dados da Federação Internacional do Diabetes apontam que no Brasil há cerca de 17 milhões de pessoas vivendo com a doença, o que coloca o país em quinto lugar no ranking internacional da enfermidade. O manejo desses pacientes – em virtude dos múltiplos comprometimentos – representa cerca de 10% de todos os gastos públicos realizados no Sistema Único de Saúde (SUS).

A síndrome metabólica acontece basicamente pela falta ou incapacidade da insulina [hormônio responsável pela redução da glicose no sangue] de exercer adequadamente seus efeitos, o que acarreta no aumento de açúcar no sangue.

A nutricionista Nelisa Queiroga, que faz parte do corpo clínico do Cetus Oncologia [hospital dia especializado em tratamentos oncológicos com sede em Betim e unidades em Belo Horizonte e Contagem] explica que existem dois tipos mais comuns da doença. O diabetes tipo 1, que ocorre em 5 a 10% dos pacientes, acontece quando o pâncreas perde a capacidade de produzir insulina em decorrência de um defeito do sistema imunológico. Com isso os anticorpos passam a atacar as células que sintetizam esse hormônio. Já o tipo 2, que acomete cerca de 90% das pessoas com o problema, é consequência da combinação de dois fatores: a diminuição da secreção de insulina e um defeito na sua ação, conhecido como resistência à insulina. “Esses distúrbios podem ser provocados por causas variadas que, juntas, desencadeiam a doença. A vida sedentária, a tendência genética e principalmente o ganho de peso são as principais”, destaca.

Ainda segundo a nutricionista, o ganho de peso é decorrente do excesso de calorias ingeridas. Dessa forma, se a pessoa tem uma alimentação com excesso de açúcar, alimentos processados e carboidratos simples como pães, arroz, macarrão e batata, e acaba por isso engordando, pode correr o risco de desenvolver diabetes.

Diagnóstico

 

Nelisa pontua que o primeiro passo para investigar o diabetes, muitas vezes silencioso, e acompanhar a doença é fazer o exame de glicemia em jejum em qualquer laboratório ou posto de saúde. Os valores considerados normais ficam entre 70 e 99 mg/dL (miligramas de glicose por decilitro de sangue). Quando os resultados ficam entre 100 mg/dL e 125 mg/dL são tidos como anormais próximos ao limite e devem ser repetidos em uma outra ocasião. Por sua vez, valores acima de 140 mg/dL tornam-se bastante suspeitos, mas também devem ser repetidos. “Vale destacar, porém, que a decisão [de repetir o exame] cabe somente ao médico. Apenas este profissional é quem faz o diagnóstico e solicita outros métodos de investigação para atestar o quadro do paciente. Entre eles está a hemoglobina glicada e curva glicêmica simplificada. Este último mede a velocidade com que o corpo absorve a glicose após a ingestão.”

Tratamento

 

Considerada uma doença crônica, sem cura, o tratamento do diabetes tem como objetivo controlar sua progressão. “Os pacientes com o tipo 1 da enfermidade necessitam de injeções diárias de insulina para manterem a glicose no sangue em valores normais. Para isso é necessário ter em casa um glicosímetro, dispositivo capaz de medir a concentração exata da substância”, explica Queiroga. Alguns médicos solicitam ainda a inclusão de medicamentos via oral no tratamento, que devem ser tomados seguindo à risca as dosagens indicadas.  O tipo 2 também é tratado com um grupo de fármacos receitados conforme cada caso. “Além de todas essas intervenções clínicas, é fundamental que o paciente adote uma dieta rica em frutas, legumes, verduras, alimentos integrais e carnes magras e reduza o consumo de produtos calóricos, gorduras saturadas e carboidratos, principalmente os simples, além da prática de, pelo menos, 150 minutos de atividades físicas semanais. Essa postura é válida inclusive para quem não tem o diagnóstico confirmado mas precisa ser prevenir”.

Quando não tratado o diabetes pode causar outras complicações de saúde, como cegueira, falência dos rins, ataques cardíacos, hipertensão e amputações de membros inferiores. O excesso de glicose pode provocar ainda danos ao sistema imunológico, aumentando o risco da pessoa com diabetes contrair algum tipo de infecção. Isso ocorre porque os glóbulos brancos (responsáveis pelo combate a vírus, bactérias etc.) ficam menos eficazes com a hiperglicemia.

Diabetes e câncer

 

        

Para a oncologista clínica Daniella Pimenta, que também faz parte da equipe do Cetus Oncologia, os pacientes oncológicos com diabetes precisam de cuidados ainda mais especiais, principalmente porque esta segunda doença pode ser potencialmente agressiva para este grupo. “Alguns quimioterápicos são mais nocivos para o paciente que também é diabético. Muitas vezes precisamos ainda recorrer a terapias com corticoides no tratamento do câncer. Estas substâncias podem gerar um descontrole da glicemia”.

A médica também ressalta que pelo fato do paciente oncológico ser submetido a cirurgias frequentes, é fundamental que sua glicose esteja sempre sob controle. Caso contrário, o risco de complicações pode aumentar durante as intervenções. “Por todos esses fatores é ideal que eles [os pacientes com câncer e diabetes] tenham um acompanhamento multidisciplinar, com nutricionista, endocrinologista, cardiologista e clínico geral. Esses profissionais irão nortear o tratamento da melhor forma possível, evitando, por exemplo, interação entre medicamentos e outros problemas associados.

Daniella conclui ainda que os pacientes com câncer e diabetes precisam ser bem mais estimulados a praticarem atividades físicas e não descuidarem um dia sequer da alimentação. Tudo isso, é claro, sob orientação médica especializada. “A adoção de um estilo de vida saudável impacta diretamente no prognóstico das duas doenças. Se cuidar é a opção mais certeira”.

        

 

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