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03.12.2019
05 de Dezembro – Dia Internacional do Voluntário | Comerciante vai ao CEASA semanalmente buscar 250kg de alimentos para pacientes oncológicos carentes

Voluntário começou a fazer esse trabalho há três anos, após ter perdido pai e irmã, vítimas de câncer de próstata e mama

Todas as terças-feiras na vida do comerciante Márcio Geraldo Ducarmo, de 58 anos, são sagradas. Impossível agendar qualquer compromisso com ele neste dia. Por volta de 5h30/6h, Márcio retira sua caminhonete da garagem, no bairro Amazonas, em Contagem, e vai ao CEASA, mas não em busca de hortifrútis para abastecer a própria cozinha. No local ele anda de barraca em barraca para arrecadar cerca de 250kg de frutas, verduras e legumes que são entregues às famílias de 20 pacientes oncológicos carentes assistidos pela Organização Regional de Combate ao Câncer (ORCCA) em Betim. A instituição, com sede no bairro Jardim Brasília, oferece, desde 2005, diversos serviços gratuitos a esse grupo, entre eles, kit sacolão à pessoas em tratamento contra tumores mas que, infelizmente, encontram-se em situação de vulnerabilidade social.

Márcio é um dos 10 voluntários da ORCCA e afirma ter começado a fazer esse trabalho há cerca de três anos, após ter perdido o pai e a irmã, vítimas de câncer de próstata e mama, respectivamente. “Essa foi, talvez, a maior lição que tive com a doença dos meus familiares: de que é preciso ajudar sem olhar a quem e transformar nossas dores em motivos de alegria. Graças a Deus, eles sempre tiveram condições de custear os gastos do tratamento, mas muitos não têm: dependem, por exemplo, de uma alimentação básica de qualidade e sequer não possuem dinheiro para comprar”, afirma o comerciante, que apesar de contar com as doações de alguns empresários do CEASA na empreitada semanal, sempre que necessário complementa a feira para os pacientes com o próprio dinheiro. “Às vezes preciso levar quatro caixas de banana. Porém se o dono da loja doar apenas duas, compro a outra metade, de modo que nada falte [ao paciente]”, revela.

Assim que os alimentos chegam na ORCCA, são devidamente separados, embalados e entregues aos pacientes às quartas-feiras, entre 11h e 13h. A única condição para eles usufruírem do benefício é passar por uma triagem no setor de assistência social. “Não há salário que pague a sensação de ajudar pelo simples fato de ajudar. Nos sentimos mais úteis, vivos e, principalmente, passamos a compreender um pouco do nosso real propósito nesta vida. É clichê dizer isso, mas se cada um de nós separar um tempo para olhar pelo outro, o mundo se tornará um lugar bem melhor para vivermos”, finaliza Márcio.

Dados sobre o trabalho voluntário no Brasil

 

O voluntariado foi praticado por 7,2 milhões de pessoas no país em 2018, segundo o suplemento Outras Formas de Trabalho, da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios Contínua, divulgado em abril pelo IBGE. Em relação ao ano anterior, houve uma ligeira queda de 1,6%, após alta de 13% entre 2016 e 2017.

O total de voluntários representou 4,3% da população com 14 anos ou mais. A incidência era maior entre mulheres, 5% delas faziam trabalho voluntário; pessoas com 50 anos ou mais, 5%; e superior completo, 8%.

Ainda segundo a pesquisa, a duração média das atividades, no trabalho voluntário, em 2018, era de 6,5 horas por semana e a maior parte dos voluntários, 48,4%, se dedicavam quatro ou mais vezes por semana.

Sobre a ORCCA

 

 

A ORCCA (Organização Regional de Combate ao Câncer), atua desde 2005, em Betim, na Grande BH, oferecendo, gratuitamente, diversos projetos assistenciais para pessoas de baixa renda que estão em tratamento oncológico na cidade e municípios vizinhos.

Entre os benefícios ofertados estão café da manhã, fraldas geriátricas, cestas básicas àqueles em situação de vulnerabilidade social, distribuição de suplementos alimentares, cateteres, muletas, cadeiras de roda e almoços/lanches. Este último é disponibilizado apenas para quem passa mais de 6 horas no trajeto casa-hospital/ hospital-casa no dia da consulta.

Há ainda atendimento odontológico, com nutricionista e auxílio jurídico, fundamental para esclarecer os direitos que os pacientes adquirem após o diagnóstico de câncer e que muitas vezes desconhecem, como saque do FGTS/PIS PASEP e isenção do Imposto de Renda.

A ORCCA oferece também programas voltados para os filhos dos pacientes, como por exemplo o ‘Projeto Apoia’, no qual eles recebem de profissionais devidamente orientados todo o apoio emocional que necessitam durante o enfrentamento da doença dos pais. “Quando uma pessoa na família adoece, todas que estão a seu redor também enfrentam a doença da mesma forma, ou seja, sentem os impactos físicos e emocionais do câncer, ficam tristes, temem pelo futuro. Portanto, todos precisam de apoio”, afirma a Supervisora Assistencial da instituição Fernanda Martins.

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