Segundo presidente da entidade em Minas Gerais, Ricardo Rodrigues, descontentamento de toda a cadeia produtiva de bares e restaurantes de BH cresce principalmente porque prefeitura sequer deu previsão de quando pode ser sondada a retomada do segmento

 
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL) acaba de lançar um vídeo institucional com o intuito de chamar a atenção das autoridades públicas para o sofrimento enfrentado por todo o setor, que ficou de fora da primeira fase da reabertura gradual do comércio divulgada pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte na última sexta-feira (22).
Segundo o presidente da entidade em Minas Gerais, Ricardo Rodrigues, o descontentamento de toda a cadeia produtiva de bares e restaurantes de BH cresce principalmente porque a prefeitura sequer deu uma previsão de quando pode ser sondada a retomada do segmento. “Participamos de todas as reuniões com a administração municipal para discutirmos os protocolos da reabertura e estamos totalmente dispostos a cumprir com rigor as normas necessárias para voltarmos a operar. Mesmo assim em nenhuma das quatro fases de retomada das atividades do comércio, os bares e restaurantes foram citados”, ressalta.
Ricardo faz questão de afirmar que a ABRASEL não é e nunca foi contra o fechamento das casas e tampouco quer que os bares reabram a qualquer preço. A Associação gostaria apenas de que a prefeitura informasse sobre uma data, mesmo que esta seja condicionada a ocupação dos leitos públicos do município. “Entendemos perfeitamente que tudo pode mudar a qualquer momento, caso o sistema de saúde entre em colapso. Compreenderemos se previsões não se concretizarem. Só não é possível permanecer na incerteza”.
Ainda de acordo com Rodrigues a incerteza sobre quando a retomada, de fato, irá acontecer pode fazer com que o número de demissões no setor, [que já soma 25 mil desde março, quando o primeiro decreto de fechamento do comércio foi anunciado em BH], chegue a 60 mil nos próximos meses. “Um em cada três funcionários do segmento de alimentação fora do lar já perdeu seu emprego desde que a pandemia começou. Um em cada cinco bares da capital mineira já faliu nos últimos dois meses por estarem de portas fechadas. O mínimo que nós precisamos é ter um norte, afinal somos extremamente emblemáticos não só para a identidade cultural da cidade como também para a economia local e geração de renda. O silêncio constrangedor nos impede de fazer qualquer tipo de programação e planejamento”.
 
 
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